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Projeto grava perfis em vídeo de ativistas transexuais

O objetivo é combater o preconceito de gênero e dar visibilidade a uma minoria

maio de 2015
Captura de tela

“minorias sexuais ocupam um pequeno espaço na sociedade”: o indiano Usha Kiran lidera uma organização de luta por direitos humanos

 

Existem pessoas transexuais e intersexuais que veem seu próprio gênero como oportunidade de atuação social e política em sociedades heteronormativas: criam redes de reivindicação por direitos das minorias sexuais e de divulgação de informações para a população. Desde 2013, o artista multimídia Carlos Motta tem visitado vários países e gravado perfis de ativistas trans – por alguns dias, Motta acompanha sua rotina, faz entrevistas e edita o material em vídeos de cerca de 5 minutos. As dezenas de perfis inspiradores podem ser assistidas no site do projeto Gender talents (gendertalents.info). Um dos retratados é Usha Kiran, deficiente físico e homem transexual. Vítima de poliomielite na infância, Kiran teve conflitos de identidade de gênero na adolescência. Aos 27 anos, é casado e líder de uma organização comunitária de luta por direitos humanos em Chikkaballapur, na Índia. “Minhas condições de vida me fizeram ser o que sou hoje: um ativista”, diz. “Precisamos mudar as leis e incentivar o autorrespeito, em vez de aceitar que o caminho é migrar para as grandes cidades para viver melhor”.

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de maio de 2015 de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1DKrwmD

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