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Psicologia para economizar

Especialistas em neuroeconomia oferecem dicas para você não gastar demais neste final de ano

dezembro de 2009
© Buhantsov Alexey/Shutterstock
Com a chegada do fim do ano e do décimo terceiro salário, o saldo na conta bancária aumenta. E os gastos também. Para não cair em tentação e se descontrolar, especialistas em neuroeconomia ensinam truques bem curiosos. Uma das mais importantes é: congele o cartão de crédito. Coloque-o dentro de um copo com água e guarde-o no freezer. Assim, quando sentir urgência em comprar, será preciso esperar que descongele, e nesse período sua sanidade vai prevalecer. É o que sugere o pesquisador de comportamento econômico Richard Thaler. Segundo ele, truques como esse podem ser úteis para conter tendências financeiras irracionais, que surgem porque os desvios de nosso psiquismo fazem com que coloquemos dinheiro me diferentes “contas mentais” e pensemos no conteúdo de cada uma delas de maneira diferente.
A dica de Thaler para economizar é “retirar” o dinheiro (qualquer que seja a quantia) da categoria mental “trocados soltos”. Em vez de simplesmente colocar diretamente R$100,00 em uma conta ou fundo destinado a suas economias, pode ser mais efetivos, sempre que possível, arredondar suas compras para cima – pensando que um item de R$22,50 custa R$30,00 e guardando sempre a diferença. Outra estratégia para não sofrer com custos sofisticados a problemas no carro ou outras despesas imprevisíveis: deixar uma soma, no início de cada ano, separada mentalmente para doações à caridade. Se alguma conta inesperada aparecer, recorre-se a esse fundo, que, em sua mente, já estava comprometido. O que sobrar pode ser de fato doado a uma instituição, em dezembro.
Daniel Ariely, do Instituto de Tecnologia de Massachusets, criou um plano ainda mais ambicioso. Ele sugere que todos nós deveríamos ser capazes de adicionar categorias a nossos cartões de crédito e criar limites para casa uma delas: não mais de R$600,00 para jantares fora, por exemplo, e, digamos, R$500,00 anuais para sapatos. Não por acaso, Ariely ainda não conseguiu persuadir nenhum banco de que essa pode ser uma boa ideia.