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Jogos criam dependência

julho de 2008
© Complementaryart/Dreamstime
Corridas de cavalos, bingos, videopôquer e outros jogos eletrônicos de azar. São muitas as faces do jogo patológico, que vem crescendo no Brasil, segundo revisão publicada na Revista de Saúde Pública por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e do departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Embora o problema ainda seja mal dimensionado devido à escassez de estudos epidemiológicos, os autores relatam a experiência do Ambulatório de Jogo Patológico, criado na Unifesp em 1994 e que desde então lida com uma demanda muito aquém de suas possibilidades de atendimento.

Os pesquisadores compilaram estudos feitos no país e que mostram que mais de 70% dos jogadores patológicos contraem grandes dívidas, cerca de 50% já pensaram em suicídio e quase 15% já tentaram se matar pelo menos uma vez. O abuso de álcool e outras drogas é freqüente nessas pessoas, mas a compulsão pelo jogo não é vista como um problema sério para a maioria delas. O artigo apresenta ainda os diferentes perfis de jogadores patológicos e os custos sociais e econômicos deste problema de saúde pública.