Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Quando o muito é pouco: a avareza

Nesta edição do Café Filosófico, o historiador José Alves Freitas Neto trata das diferentes percepções sobre o ato de poupar, condenado e exaltado ao longo dos séculos

setembro de 2014
Para o filósofo Tomás de Aquino (1225-1274), o pecado da avareza – caracterizado pelo apego aos bens materiais – levava à incapacidade de ter alegria em compartilhar. Com o calvinismo, o progresso econômico passa a ser associado ao divino e a capacidade de poupar torna-se uma virtude. 

O historiador José Alves Freitas Neto, professor de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), trata da dualidade acerca da avareza no Café Filosófico CPFL. O programa faz parte da série 7 prazeres capitais.

Na palestra, ele ressalta que, dos sete dos principais pecados, este talvez seja o menos incômodo, sendo facilmente traduzido e enaltecido como prudência ou precaução. Mas ele questiona: em que ponto o ato de guardar deixa de ser moralmente aceito? Seria possível encontrar prazer na avareza em uma sociedade que instiga o consumo a todo momento?

Confira a apresentação completa:

Quando muito é pouco: a avareza, com josé alves de freitas neto (versão tv cultura) from instituto cpfl | cultura on Vimeo.

No domingo, 28, às 22h, na TV Cultura, o padre jesuíta Carlos Aberto Contieri apresenta o próximo episódio da série, com Da ira à esperança. A palestra você confere no site da Mente e Cérebro, na segunda-feira, dia 29.

Veja também as primeiras apresentações: Os velhos e os novos pecados, com o historiador Leandro Karnal e A preguiça e a melancolia, com o filósofo Oswaldo Giacoia Jr.

Leia mais

Pessoas gratas lidam melhor com dinheiro
Pesquisadores acreditam que a gratidão tem forte relação com o autocontrole, condição essencial para cumprir metas

Para poupar, precisa doer no “bolso”
Estudo revela que aposentar o cartão de crédito é uma forma eficaz de fazer economia

O medo e a dor de perder dinheiro
Estudo publicado na Neuroscience revela como o cérebro administra as perdas