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Quanto mais quente melhor

setembro de 2004
O quarto de criança da esperta abelha Maia era com certeza quentinho, enquanto seu simplório amigo Willy congelava em seu favo - a essa conclusão chegaram os biólogos do comportamento de Würzburg, Alemanha. A equipe de Jürgen Tautz pôs larvas de abelhas operárias numa incubadora. Ali, a uma temperatura de 32, 34,5 ou 36oC, elas cresceram em poucos dias e foram então submetidas a diversos testes de aprendizado e comunicação. Particularmente inteligentes revelaram-se as polinizadoras que haviam desfrutado temperatura mais alta. Suas irmãzinhas geladas, ao contrário, tiveram dificuldade, por exemplo, de reencontrar as próprias fontes de néctar. Sob o microscópio, encontraram-se também menos ligações nervosas nos chamados "corpos em forma de cogumelo", isto é, no centro da memória desses insetos.
A temperatura no interior de uma colméia permanece relativamente constante, em torno dos 35oC, resfriando-se em direção às paredes externas. Os pesquisadores supõem que a posição dos favos na colméia regule o desenvolvimento cerebral das larvas e, assim, a divisão do trabalho entre as abelhas.