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Quanto mais quente menor

Cérebro deve diminuir com o aumento da temperatura no planeta, mas isso pode demorar milhões de anos

maio de 2007
₢stock.xchng
Temperaturas mais baixas permitiram expansão craniana
Nem o cérebro está a salvo das conseqüências do aquecimento global. Especialistas estimam que o tamanho do órgão deva diminuir com o aumento da temperatura no planeta. A boa notícia é que isso pode demorar milhões de anos.

Em artigo publicado na Human Nature, o biólogo evolucionista Gordon G. Gallup Jr., da Universidade de Albany, argumenta que a capacidade craniana do ser humano, indicadora do tamanho cerebral, cresceu dramaticamente durante a evolução. E as variações na temperatura global, que mostram que a Terra foi esfriando, são responsáveis por até 50% da expansão craniana.

A pesquisa foi baseada em medidas de temperatura do período paleolítico e em amostra de 109 crânios de hominídeos fossilizados com idades de até 2 milhões de anos. “Os dados mostram que o cérebro humano foi se tornando maior à medida que o homem se distanciou da linha do equador”, explica. Além dos problemas para a sociedade, o fenômeno climático ainda reverte a tendência que fez com que nosso cérebro tenha o tamanho atual, conclui Gallup.