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Que cheiro é esse?

Pesquisadores americanos descobrem que o muco que reveste o sistema de identificação e absorção do focinho do cão facilita a função do cérebro de reconhecer odores

agosto de 2010
© yoshihisa fujita/mottopet/amanaimages/corbis/latinstock
Capacidade aguçada de distinguir aromas se deve à grande quantidade de receptores olfativos
A extraordinária capacidade dos cães de farejar cocaína e outras substâncias e deve à enorme quantidade de receptores de moléculas específicas para a captação de odores de que são dotados esses animais. Ligadas diretamente ao cérebro, as células fazem com que seja liberada muita secreção dentro da cavidade nasal. Uma equipe liderada pelo pesquisador Brent Craven, da Universidade do Estado da Pensilvânia, descobriu um fato interessante. O muco tem a importante função de revestir o complexo sistema de discriminação e absorção de odores do focinho do cão, o que permite a pré-classificação de cheiros e torna mais fácil para o cérebro identificar cada um deles. “Pudemos comprovar que essa triagem de cheiros que ocorre antes mesmo de os receptores nasais serem acionados é fundamental na capacidade canina de farejar”, diz Craven. Segundo ele, antes que as moléculas de odor alcancem os receptores olfativos, elas percorrem uma camada de secreção, e algumas células são absorvidas mais rapidamente do que outras. Para descobrir como isso pode afetar a percepção de odor, a equipe de Craven usou imagens de ressonância magnética do sistema olfativo dos cães para desenvolver mecanismos computadorizados capazes de acompanhar a maneira como o ar percorre essas estruturas. Os cientistas descobriram que algumas moléculas são apreendidas antes de outras em diferentes pontos das vias aéreas. Na sequência do estudo os pesquisadores pretendem compreender melhor de que forma os receptores detectam os diferentes estímulos químicos. (Da redação)