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Que tipo de perfeccionista é você?

Responda ao teste elaborado por psicólogos americanos e descubra se a sua mania de perfeição trabalha contra ou a seu favor

maio de 2013
Robert Kneschke/Shutterstock
O perfeccionismo inclui elementos úteis, mas também destrutivos. As pessoas que lidam de forma saudável com essa característica tendem a obter bons resultados naquilo que se propõem fazer, gostam desse esforço e se permitem comemorar suas conquistas. Por outro lado, perfeccionistas insatisfeitos costumam ser assombrados pelo medo do fracasso – em geral, mais fantasiado que concreto. Duvidam que são capazes de cumprir as metas que estabeleceram para si e raramente se sentem satisfeitos com suas realizações. 

O teste* a seguir é usado em trabalhos de pesquisa para avaliar a relação das pessoas com o próprio grau de autoexigência. É importante levar em consideração o “pode ser”, porque o teste – e aqui vale o trocadilho – não é perfeito, trata-se de uma ferramenta informal, sem poder de diagnóstico. Pontue as declarações indicando o que é verdade para você, usando uma escala de 1 a 7, em que 1 é “discordo totalmente”, 2 “discordo”, 3 “discordo ligeiramente”, 4 “não concordo nem discordo”, 5 “concordo um pouco”, 6 “concordo” e 7 “concordo plenamente”.

1. Tenho padrões altos em relação ao meu desempenho no trabalho ou na escola. ( )

2. Muitas vezes me sinto frustrado por não conseguir cumprir meus objetivos. ( )

3. Se você não espera muito de si, nunca terá sucesso. ( )

4. “Meu melhor” parece nunca ser bom o suficiente para mim. ( )

5. Tenho grandes expectativas para mim. ( )

6. Raramente aproveito o resultado dos meus padrões elevados. ( )

7. Fazer o “meu melhor” parece nunca ser suficiente. ( )

8. Eu defino padrões muito altos para mim. ( )

9. Nunca estou satisfeito com minhas realizações. ( )

10. Espero o melhor de mim. ( )

11. Frequentemente não me preocupo em medir minhas expectativas. ( )

12. Meu desempenho raramente reflete meus padrões. ( )

13. Não fico satisfeito mesmo quando sei que fiz o melhor que podia. ( )

14. Tento fazer o melhor em tudo que realizo. ( )

15. Raramente sou capaz de dar conta dos meus próprios padrões elevados de desempenho. ( )

16. Quase nunca estou satisfeito com o meu desempenho. ( )

17. Quase nunca sinto que aquilo que faço seja bom o suficiente. ( )

18. Tenho forte necessidade de buscar a excelência. ( )

19. Muitas vezes me sinto decepcionado após completar uma tarefa por saber que poderia ter feito melhor. ( )


HORA DE CONTAR

Depois de atribuir um número a cada afirmação, some as respostas dos itens 1, 3, 5, 8, 10, 14 e 18. Este número representa os “padrões”, sua tendência a estabelecer metas ambiciosas. Some as respostas dos demais itens: 2, 4, 6, 7, 9, 11, 12, 13, 15, 16, 17 e 19. O resultado representa a “discrepância”, uma indicação de que suas impressões, precisas ou não, não estão medindo seus padrões.


RESULTADOS

Se você marcou 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e menos do que 42 pontos de discrepância, é um bom sinal. Você pode ser um perfeccionista saudável: tende a se concentrar em seus objetivos de maneira tranquila e aproveita a busca pela excelência, sabendo que não vai alcançá-la o tempo todo. Se teve 42 pontos ou mais nos itens que medem padrões e 42 pontos ou mais de discrepância, isso pode indicar que o perfeccionismo, às vezes, trabalha contra você. Se você marcou menos de 42 pontos nos itens que medem padrões, certamente contabilizou menos de 42 discrepâncias também – e, provavelmente, você é um não perfeccionista. Se você está satisfeito com isso, tudo bem, mas, se você gostaria de dar um pouco mais de si, então um caminho pode ser definir objetivos mais específicos, começando por uma área específica de sua vida. Elevar seus padrões pode ser motivador, desde que você não aumente também a autocrítica.

(*) Adaptação da Escala (quase) Perfeita, criada pelos psicólogos Robert Slaney, da Universidade da Pensilvânia, Kenneth Rice, da Universidade da Flórida, Michael Mobley, da Universidade Rutgers, e Jeffrey Ashby, de Universidade da Geórgia, em colaboração com Joseph Trippi e o consultor sênior da SHL Inc. Landy Jacobs, em State College, PA.

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