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Quem é mais esperto: você ou o Google?

Estudo da Universidade Yale mostra que o acesso a sites de busca nos induz a pensar que dominamos vários assuntos, o que não corresponde à realidade

maio de 2015
SHUTTERSTOCK
O amplo acesso a uma vasta quantidade de conteúdos da internet pode dar a impressão de que dominamos uma variedade infindável de assuntos. Cientistas da Universidade Yale alertam, porém, que, sem a chance de consultar a rede, muitos simplesmente não conseguem recuperar na memória as informações que acreditam saber.

A equipe do psicólogo Matthew Fisher realizou nove experimentos envolvendo aproximadamente 300 adultos. Em um deles, os participantes deveriam responder a coisas simples, por exemplo: “Como funciona um zíper?”. Uma parte poderia pesquisar sobre o assunto no Google; outra não. Em seguida, todos foram confrontados com questões mais complexas, como “Por que há mais furacões no Atlântico entre agosto e setembro?”. No entanto, dessa vez, os voluntários não precisavam responder à pergunta, mas somente avaliar o nível de autoconfiança para falar sobre o assunto. Aqueles que haviam buscado informações pela internet garantiram dominar mais o tema do que o restante. Os outros testes demonstraram resultados similares.

A explicação? Fisher argumenta que o acesso a conteúdos on-line pode aumentar a autoestima. “Não é difícil confundir nosso próprio conhecimento com fontes externas. Quando dependemos somente de nós, porém, podemos não nos sair tão bem como imaginávamos”, esclarece. Segundo ele, essa dificuldade de discernimento pode ser prejudicial em áreas que envolvem a tomada de decisão. “É importante saber distinguir o que de fato sabemos em casos em que nossas escolhas podem ter grandes consequências.” Os resultados foram publicados no Journal of Experimental Psychology.

Leia mais sobre como os sites de busca estão influenciando nossa memória no artigo O efeito Google no cérebro, na edição de maio de 2015, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1DKrwmD

 

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