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Reconstrução mamária para combater depressão

fevereiro de 2008
©John Campos/iStockphoto
Mulheres que têm a mama reconstituída logo após retirá-la para remoção de tumores malignos tendem a sofrer menos de depressão após a cirurgia. Pesquisa realizada pela psicóloga Cristiane Decat, da Universidade de Brasília, constatou que o procedimento contribuiu para a queda do índice de mulheres com quadro depressivo moderado de 33% para 4,2% entre pacientes de 36 a 71 anos do Centro de Oncologia e Hematologia de Brasília (Cettro).

Em geral, o tratamento do câncer costuma requerer a retirada parcial ou total da mama. “Além do impacto do diagnóstico, muitas mulheres enfrentam grande sofrimento adicional com a intervenção, porque os seios estão diretamente associados à identidade feminina e sua retirada, mesmo que parcial, aumenta as chances de depressão pós-mastectomia”, afirma a cirurgiã plástica Marcela Cammarota, do Cettro. Realizada há 10 anos, a reconstrução traz pelo menos dois benefícios: menor impacto psicológico e maior equilíbrio ortopédico, pois a remoção do seio altera o esqueleto da caixa torácica. A intervenção pode utilizar próteses ou tecidos do próprio corpo da paciente, como da barriga ou das costas.

No entanto, a reparação não é indicada em todas as situações. Por exemplo, no caso de um seio volumoso e um tumor pequeno. “O procedimento é indicado para pacientes com tumores acima de 5 cm que tenham se espalhado para outras partes do corpo”, explica Cammarota. Além disso, deve-se levar em conta que a mastectomia e a cirurgia reparadora são procedimentos delicados ─ mais ainda quando combinados. E, às vezes, pode ser preciso repetir a operação estética para que o resultado seja satisfatório.