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Reflexões com pipoca

O escafandro e a borboleta é tema de debate gratuito que acontece amanhã, 27 de novembro, em São Paulo

novembro de 2009
Divulgação
Inquietações sexuais, traumas, conflitos sociais, angústias diante das limitações e da maior de todas as castrações – a morte – e histórias de superação são temas que, inevitavelmente, atravessam o psiquismo e têm sido pano de fundo dos enredos dos filmes. Algumas dessas histórias são exibidas, e as tramas que a elas subjazem, discutidas nas sessões do projeto Videoclube, num debate mensal em torno de temas cotidianos, criado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP SP). O evento é aberto tanto a psicólogos e estudantes da área da saúde quanto ao público em geral. No dia 27 de novembro será exibido O escafandro e a borboleta (foto), do diretor Julian Schnabel, baseado numa história real. No drama, o protagonista Jean-Dominique Bauby, um homem de 43 anos, culto e de vida agitada, editor da revista Elle, sofre um derrame. Ao acordar do coma, descobre que lhe resta apenas o movimento de um dos olhos. Apesar do desespero inicial e a limitação permanente, ele cria um mundo próprio, contando com aquilo que não está paralisado: a imaginação e a memória. E com a ajuda de uma terapeuta, escreveu o livro homônimo, lançado no Brasil pela Martins Fontes. Para formar cada palavra, eram necessárias cerca de 200 piscadas – e dois minutos, em média. A metáfora da borboleta refere-se justamente a sua capacidade criativa, e o escafandro, ao maquinário que lhe permite sobreviver.
Para debater os assuntos abordados no filme, estarão presentes o professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Antonio de Carvalho Fortes, presidente da Sociedade de Bioética de São Paulo entre 2005 e 2008, e a doutora em flosofa pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma Glaucia Rita Tittanegro, membro da Sociedade Brasileira de Bioética. O evento, gratuito, será às 16h30, na sede do CRP, em São Paulo.