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Relatos de cegos são transformados em obras multimídia

Vídeos, objetos e instalações sonoras expostos foram criadas com base em entrevistas com deficientes visuais

setembro de 2015
DIVULGAÇÃO
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“O universo azul é uma cabine” – a frase dita por um cego ao artista visual Ricardo Barcellos tornou-se o título da mostra composta por seis obras multimídia: vídeos, objetos e instalações sonoras criados com base em entrevistas com cegos congênitos. “O trabalho é uma investigação sobre como pessoas que nunca enxergaram constroem um mundo sem exposição às imagens”, diz Barcellos.

Um dos destaques é a série Horizontes dissimulados, inspirada no depoimento da cega Lara Mara: “Meu sonho é tocar a linha do horizonte”. São três fotografias laminadas dobradas exatamente na linha do horizonte das imagens representadas, de modo que cegos e o público em geral possam senti-lo. Outro trabalho, que leva o nome da mostra, é uma compilação dos áudios das entrevistas.

O universo azul é uma cabine.
Paço das Artes. Avenida da Universidade, 1, Cidade Universitária (próximo ao metrô Butantã), São Paulo.
Quarta a sexta, das 10h às 19h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 18h.
Grátis.
Até 13 de setembro.

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de setembro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1Xgizxu

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