Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Risco alto de autismo pode ser detectado aos 18 meses de idade

Estudo em larga escala com bebês consegue identificar sintomas do transtorno no primeiro ano de vida

outubro de 2014
Natallie Adams/Shutterstock
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale apontam que é possível identificar sintomas do transtorno de espectro autista (TEA) em bebês de 18 meses, segundo estudo publicado no American Academy of Child & Adolescent Psychiatry. Este é o primeiro estudo em larga escala que conseguiu identificar sinais típicos de autismo em bebês e confirmar o diagnóstico aos 3 anos de idade.

A psicóloga Katarzyna Chawarska e seus colegas examinaram 719 crianças de 1 ano e 6 meses em busca de sinais típicos de autismo – como comportamentos repetitivos, tendência a não buscar contato visual, entre outros. Todas tinham um irmão mais velho diagnosticado com o transtorno – o que, de acordo com estudos anteriores, está relacionado a uma maior probabilidade de o mais novo também desenvolver os sintomas. Depois, os pesquisadores reavaliaram os pequenos voluntários quando completaram 3 anos. A equipe descobriu, assim, que foi possível identificar indicativos de autismo já aos 18 meses em cerca de 50% das crianças. Em assintomáticos nesse período, os sintomas apareceram entre os 18 e 36 meses, segundo os cientistas. A combinação entre contato visual pobre e falta de gestos comunicativos é mais fortemente associada com o diagnóstico de TEA meses mais tarde.

"Determinadas combinações de sinais precoces podem predizer o diagnóstico que será confirmado mais tarde", diz a autora. "Articular esta dinâmica de desenvolvimento a uma possível neurobiologia subjacente pode trazer uma melhor compreensão das causas do TEA e permitir intervenção cada vez mais precoce.”

Saiba mais sobre o tema em Autismo, da Coleção Doenças do Cérebro, na Loja Segmento.

Leia mais


Cérebro de autistas é maior e tem mais neurônios, afirma estudo
Descoberta dessas diferenças cerebrais pode ajudar na investigação da origem do autismo
Estudos com oxitocina buscam medicamento contra o autismo
Conhecida como "hormônio da confiança", a oxitocina pode ajudar a ampliar interação social de autistas
Movimentos dos olhos revelam o que interessa aos autistas
Crianças diagnosticadas com o transtorno evitaram focar a atenção nas cenas que exibiam emoções humanas, durante experimento
Realidade virtual ajuda pessoas com autismo a vencer medos
Explorar cenários estressantes em um ambiente seguro possibilitou que jovens autistas superassem dificuldades cotidiana