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Risco de morte entre cardiopatas com depressão é sete vezes maior

Pesquisa do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostrou mais da metade dos pacientes que sofreram síndrome isquêmica coronariana aguda desenvolveram sintomas depressivos

outubro de 2009
© Konstantin Sutyagin/Shutterstock
Um estudo coordenado pelo cardiologista Marco Antonio de Mattos, diretor do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) comprovou a ligação entre doenças coronarianas e depressão. O experimento, realizado com 135 pacientes que sofreram síndrome isquêmica coronariana aguda, mostrou que 53% deles desenvolveram quadro depressivo. Os resultados apontaram influência de fatores de risco como hipertensão arterial e sedentarismo na potencialização de quadros depressivos. Segundo os pesquisadores, risco de morte entre cardiopatas, com depressão, é sete vezes maior.
Entre os integrantes do grupo, com idade média de 61 anos, 40% eram mulheres, 98 tiveram diagnóstico de infarto agudo do miocárdio e 37, de angina estável. Dos 72 pacientes que apresentaram quadro depressivo, 42% tinham sintomas moderados ou graves, os restantes apresentavam manifestações leves. Embora a porcentagem de mulheres acompanhadas tenha sido menor, o estudo revela que a incidência da depressão é maior entre o sexo feminino, com 64% de prevalência.
Para chegar ao diagnóstico, o cardiologista aplicou a Escala de Beck a todos os pacientes em um período de cinco dias de internação, um teste, validado no Brasil e usado com frequência em estudos internacionais similares, que possibilita a análise do distúrbio e do grau de intensidade da patologia.