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Rivalidade entre irmãos

Livro lançado pela Paulus ajuda adultos a lidar com o ciúme infantil

março de 2008
Gláucia Leal
Divulgação
A chegada de um bebê costuma criar expectativas e ser motivo de alegria. E também de conflitos, inseguranças e angústias – principalmente para as crianças mais velhas, que podem se sentir ameaçadas pela presença do recém-nascido, que se torna o centro das atenções. O livro Irmãos ciumentos, irmãs egoístas, lançado pela Paulus, escrito e ilustrado pelo americano R. W. Alley, trata desse assunto delicado. O autor dirige-se não apenas às crianças, mas também a pais e educadores para lembrar que a rivalidade entre irmãos pode não ser uma situação transitória, mas persistir, privando as pessoas da convivência afetiva intensa com seus irmãos e propiciando afastamentos muitas vezes intransponíveis na vida adulta.

Afinal, pode haver desconforto em ser o primogênito e ver todas as atenções voltadas aos caçulas que “precisam de mais cuidados”; mas ser o mais jovem da turma também desperta a sensação de que nunca será possível ser “bom o suficiente” como os irmãos maiores, que parecem saber (e ter permissão para fazer) quase tudo. Nem os filhos do meio escapam à angústia de viver “espremidos” entre a primazia dos mais velhos e a atenção dada aos mais novos. “Às vezes fica mesmo difícil dividir. Quando você e seu irmão (ou irmã) desejam a mesma coisa e só um pode tê-la naquele momento, vocês terão uma disputa”, escreve o autor. E aprender a ceder ou compartilhar em geral não é tarefa fácil. Mas tem suas compensações.

Alley ressalta que não importa o número de crianças que há em uma casa, se são meninos ou meninas, ou sua idade. Elas têm em comum os pais- – e a necessidade de compartilhá-los. Independentemente da ordem de nascimento, enfrentar essa realidade é um aprendizado importante e muitas vezes doloroso. “Mostrando que há espaço afetivo para todos, os adultos encorajam as crianças a crescer unidas, partilhando suas vidas. Assim, elas podem acreditar que são especiais, cada uma a sua maneira, na família e também no mundo. E o que é o mundo, senão uma grande família?”