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SUS distribuirá medicamento de alto custo para tratar esclerose múltipla

Pacientes que não respondem a outros fármacos terão acesso gratuito ao Fingolimode, de preço estimado em R$ 5 mil mensais

setembro de 2014
A portaria do Ministério da Saúde incorporou o Fingolimode na rede pública de saúde após o relatório favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias (Conitec), segundo informações divulgadas no site da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).

O Fingolimode é uma nova classe de medicamento que atua no sistema imune, indicado para reduzir a progressão da doença. Tem preço estimado em mais de R$ 5 mil por mês.

A inclusão do remédio no protocolo, no entanto, não garante o livre acesso. A Abem esclarece que para ter direito ao programa de alto custo o paciente interessado deverá apresentar falha terapêutica no uso da Betainterferona, do Glatirâmere, e do Natalizumabe, além de não ter contraindicação para o uso do Fingolimode. Segundo a associação, no caso de indicação não prevista pelas instruções normativas, o interessado poderá tentar o acesso ao medicamento por via judicial.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta as habilidades motoras, sensoriais e cognitivas. Atinge aproximadamente 24 mil pessoas no Brasil, principalmente entre os 18 e 55 anos, segundo estimativas recentes do Ministério da Saúde.

O site da Abem traz informações sobre como dar entrada no pedido.

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