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Teatro de bonecos explora mecanismos de identificação

julho de 2008
DIVULGAÇÃO
Como acontece desde 1992 durante o mês de julho, Curitiba torna-se palco do 17º Festival Espetacular de Teatro de Bonecos. A arte que dá movimentos (e às vezes voz) aos títeres constitui uma das formas de entretenimento mais antigas. Originada no antigo Oriente, a prática atravessa épocas e lugares, assumindo técnicas e linguagens peculiares, como o uso de fantoches, manipulação direta, boneco de fio e marrote.

Os movimentos finamente coordenados, muitas vezes mirabolantes e pautados por chistes e jogos orais, encantam crianças e adultos: transcendem o real e despertam a imaginação, explorando aspectos subjetivos fundamentais como os mecanismos de identificação, presentes desde a infância, sem os quais não chegaríamos a constituir uma imagem do eu e uma identidade. Nesse contexto, tudo é espelhamento e atribuição de sentido – dos outros sobre nós, de nós sobre eles. O mesmo vale para os objetos dotados de valor, que passam a figurar de forma imaginária ou simbólica. Assim, recortamos o mundo e o recriamos, pautados pela linguagem, que dá espaço ao que até então era inanimado.

O público terá oportunidade de contemplar entre os dias 13 e 30 toda a riqueza e diversidade desse processo, tão bem representado no teatro de bonecos, em uma série de espetáculos realizada por 20 grupos do Paraná e de outros estados.

Além de difundir a arte a todas as faixas etárias a preços acessíveis, a programação do Centro Cultural do Teatro Guaíra oferece performances de rua e exposições interativas. Mais informações: www.tguaira.pr.gov.br.