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Telefones celulares podem aumentar casos de enxaqueca e vertigem

fevereiro de 2009
© Tommy Ingberg/istockphoto
Pesquisas sobre os efeitos de longo prazo dos telefones celulares sobre a saúde humana ainda são controversas. Suspeitas de que o uso poderia aumentar a incidência de tumor cerebral não foram confirmadas em pesquisas recentes, mas um artigo recém-publicado na revista PLoS One sugere que esses equipamentos podem facilitar a ocorrência de enxaqueca e vertigem nos usuários.

Pesquisadores dinamarqueses usaram duas bases de dados: a primeira com cerca de 420 mil usuários dos serviços de operadoras de telefonia celular, cujas assinaturas foram feitas entre 1982 e 1995; a segunda trazia os registros hospitalares, de todo o país, relacionados a problemas do sistema nervoso central. O cruzamento desses dados revelou um aumento de 10% a 20% nos casos de vertigem e enxaqueca.

As conclusões dos autores são cautelosas devido às limitações da metodologia. Não se sabe, por exemplo, qual a porcentagem de usuários ativos no cadastro das operadoras, algo que poderia superestimar os resultados. Por outro lado, por serem a problemas que raramente levam à hospitalização, a correlação poderia estar subestimada. Segundo os pesquisadores, novos estudos são necessários para investigar tais suspeitas. "Uma associação verdadeira entre o uso de celular e a vertigem é algo preocupante, já que uma crise durante a direção de um carro, por exemplo, pode ter sérias conseqüências", concluem.

Vale lembrar que os a maioria dos manuais fornecidos pelos fabricantes – aqueles que raramente são lidos – menciona que testes confirmam a segurança dos telefones celulares desde que respeitada a distância de 2 cm entre a base do aparelho e o ouvido, o que está longe de refletir a realidade.