Notícias
  
23 de julho de 2007
Terapia cognitivo-comportamental ajuda tabagistas a pararem de fumar
 
(Agência USP de Notícias) − A terapia cognitivo-comportamental pode ser uma grande aliada dos fumantes que desejam abandonar o vício do cigarro. Uma pesquisa apresentada recentemente na Faculdade de Medicina da USP mostrou que, por meio dessa terapia, 93,4% dos pacientes deixaram de fumar até o final da 6ª semana de tratamento. Na literatura, este índice é de 59%.“Esses dados revelam que o atendimento psicológico aumenta as chances de sucesso do tratamento antitabagista”, afirma a autora do estudo, a psicóloga Silvia Maria Cury Ismael.

Silvia trabalhou com 61 pacientes, com idades entre 18 e 60 anos, que procuraram o Hospital do Coração, em São Paulo, em busca de um tratamento que a instituição oferece para tabagistas. As sessões da terapia, de uma hora cada, ocorreram uma vez por semana, em grupos de 5 a 10 pacientes, durante 6 semanas.

A psicóloga explica que os tabagistas desenvolvem uma crença disfuncional relacionada ao fumo. “Eles têm pensamentos como ‘Se eu não fumar, não consigo pensar’, porém eles podem realizar qualquer atividade sem o cigarro”, afirma. De acordo com a pesquisadora, esses pensamentos são automáticos. “O tabagista fuma quando fica estressado ou ansioso porque tem a falsa impressão de que o ato de fumar vai aliviar o estresse ou a ansiedade. Ou então ele fuma em situações condicionadas, como falar ao telefone, após tomar café ou antes de dormir”, esclarece.

Terapia

A terapia consistiu em mudar esse padrão de comportamento a partir da descoberta de alternativas para lidar com essas situações e de levar essas novas respostas para outros setores da vida.
1 2 »