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Terapia com células-tronco contra doenças degenerativas

A reposição de células pode ser uma maneira de manter as funções cognitivas e deter patologias como Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose lateral amiotrófica

janeiro de 2014
Dimarion|Shutterstock

Muitas doenças do sistema nervoso central causam a morte de neurônios. Em teoria, a reposição de células pode ser uma maneira de manter as funções cognitivas por mais tempo e retardar a progressão dos sintomas de patologias degenerativas como Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose lateral amiotrófica (ELA), bem como diminuir prejuízos causados por derrame e por tumores cerebrais. A terapia com células-tronco pode ter esse resultado, embora não haja certeza de sua eficácia.

Mas aspectos importantes devem ser considerados. Primeiro, um transplante celular é um procedimento invasivo, pois as células são implantadas cirurgicamente. E sempre existe a possibilidade de que o órgão receptor, no caso o cérebro, rejeite as novas células: há risco de uma inflamação neural ou de morte rápida das estruturas recém-enxertadas, por exemplo. Além disso, ainda não está claro se células transplantadas podem realmente se integrar à complexa circuitaria neural. 

A administração intranasal solucionaria algumas dessas questões, como os riscos inerentes a uma intervenção cirúrgica. Algumas pesquisas sugerem, aliás, que células-tronco que chegam ao cérebro por via nasal são “inteligentes”: elas não se distribuem indiscriminadamente pelo cérebro, mas nos lugares das células danificadas. 

É difícil prever se e quando o tratamento com células--tronco para doenças do cérebro será uma intervenção médica, mas estudos com animais têm revelado resultados promissores. Em um experimento com roedores com sintomas induzidos de Parkinson, publicado em 2011 no Rejuvenation Research, o tratamento intranasal com células-tronco aprimorou as funções motoras dos animais e retardou a deterioração neuronal associada à doença.

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