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Tons, formas e movimento

Estação pinacoteca exibe série Coloritmos do venezuelano Alejandro Otero

dezembro de 2012
Divulgação
Coloritmo 5: as tonalidades burlam as faixas brancas e pretas e ameaçam vazar para fora da moldura; trabalho reflete a influência das experiências cromáticas ho hokandês Pieter Mondrian
As composições de Alejandro Otero (1921-1990) lembram um teclado de piano com tinta respingada em cima das teclas. Distribuídas entre faixas brancas e pretas, as tonalidades parecem ecoar sobre o espaço. “Se fosse atribuída uma nota a cada faixa de cor, imagino que haveria uma composição ali”, diz a crítica de arte Rina Carvajal, curadora da mostra Espaço ressoante – Os Coloritmos de Alejandro Otero, série de 44 pinturas do artista plástico venezuelano, em exibição na Estação Pinacoteca, em São Paulo.

Inspirado no trabalho do modernista Pieter Mondrian (1872-1944), Otero coloca cores primárias desafiando os limites impostos pelas linhas e as formas definidas, gerando a impressão de que os tons burlam as faixas neutras e vazam para fora da moldura. Os Coloritmos “transbordam do plano e lançam-se ao espaço arquitetônico, cingindo-o”, definiu o artista, cuja obra oscila entre o construtivismo, corrente com influência da produção industrial, e a arte cinética, que explora a ilusão óptica.  O resultado são “cores musicais”, dotadas de ritmo próprio e que extravasam as limitações das formas geométricas. 

Espaço ressoante – Os Coloritmos de Alejandro Otero. Estação Pinacoteca. Praça da Luz, 2, São Paulo. Informações: (11) 3324-1000. Terça a domingo, das 10h às 18h. R$ 6. Até 6 de janeiro.