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Notícias |
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| 20 de setembro de 2007 |
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| Trabalho auxilia na reabilitação |
| Emprego pode ajudar jovem infrator a se inserir socialmente, mas empregador deve participar do processo, mostra estudo da UnB |
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(Agência UnB) − O ideal é que o jovem de baixa renda receba algum tipo de auxílio para conseguir se sustentar. Se ele não tem o apoio de que precisa, é preciso remediar a situação. E uma das coisas que mais podem lhe ajudar é o trabalho. Essa é a conclusão da dissertação de mestrado Adolescente em Conflito com a Lei: Trabalho e Família, da psicóloga Olga Maria Pimentel Jacobina, defendida no Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB).
A pesquisadora, orientada pela professora Liana Furtado Costa, constatou que o trabalho ajuda na reinserção do jovem infrator que cumpre medida socioeducativa, apesar de ser, para eles, uma atividade esvaziada de sentido. “Quem trabalha costuma projetar uma carreira, inclui-la em seu projeto de vida. Mas, para esses jovens, o emprego serve apenas para eles ocuparem a cabeça e pararem de roubar ou mexer com drogas”, explica.
Mas os benefícios vão além disso. De acordo com Olga, o maior ganho que o trabalho, como medida socioeducativa pode garantir para esses jovens é o respeito. “Ao exercer um ofício, eles conseguem um status diferente dentro da própria família. O emprego é um lugar onde eles podem construir sua honestidade. Além do mais, eles garantem uma outra fonte de renda para a família”.
Entretanto, é preciso que o responsável pela contratação desse jovem colabore com seu processo de reinserção. “Muitos dos empregadores acobertam erros dos adolescentes, com medo de prejudicá-los. Mas, ao invés de ajudar, isso atrapalha na recuperação deles”, alerta a psicóloga. Por outro lado, um comportamento exemplar do chefe pode influenciar de forma determinante o futuro desses indivíduos. |
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