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Trajetos do psicodrama no Brasil

Livro resgata memória da abordagem e faz revelações

setembro de 2008
Imagem home: ©Cindy Hughes/Shutterstock Capa do livro: Reprodução
Psicodrama brasileiro – Histórias e memórias. Júlia Maria Casulari Motta (organização). Editora Agora, 2008. 216 págs. R$ 41,70
Uma viagem às origens do psicodrama brasileiro pode trazer boas revelações. Diferentes estados do país deram sua contribuição a essa abordagem psicoterapêutica que ganhou força na década de 70. O resgate desse processo foi feito pela professora Júlia Maria Casulari Motta, doutora em psicologia social e saúde coletiva, no livro que organizou: Psicodrama brasileiro – Histórias e memórias.

No final da década de 40, por exemplo, o pioneiro Alberto Guerreiro Ramos com Abdias do Nascimento, criador do teatro Experimental do Negro, desenvolveu seu trabalho no Rio de Janeiro. Ele realizou seminários sobre grupoterapia e promoveu psicodramas com o tema das etnias.

Em São Paulo, houve um acontecimento marcante em 1970, durante a ditadura militar. Na época em que as manifestações eram proibidas, foram realizados, em conjunto, o V Congresso Internacional de Psicodrama e o I Congresso Internacional de Comunidade Terapêutica, que propunham a comunhão de indivíduos e a discussão de idéias – uma proposta considerada subversiva na época.

O livro relata ainda a criação da Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap) e a ampliação do debate científico envolvendo novas formas de participação social para os adeptos da técnica.