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Transformação de gente em coisa

setembro de 2008
Reprodução
Vida para consumo – A transformação das pessoas em mercadoria. Zygmunt Bauman. Zahar, 2008. 199 págs., R$ 35,00.
Nos últimos anos, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman tem apresentado aos leitores uma visão bastante crítica da sociedade contemporânea. Em seus livros (mais de uma dúzia deles publicados no Brasil, entre eles Amor líquido, O mal-estar na pós-modernidade, Modernidade e holocausto, Tempos líquidos e Vidas desperdiçadas), o pensador fala de relações e vínculos fragilizados, provisórios e descartáveis – ou líquidos, como ele mesmo os denomina. Em seu novo livro, Vida para consumo – A transformação das pessoas em mercadoria, Bauman afirma que um dos segredos mais bem guardados da sociedade é o de que as pessoas têm sido, sem perceber, ao mesmo tempo “promotoras de mercadorias e as próprias mercadorias que promovem”. Segundo o autor, o “teste” em que precisam passar para obter os prêmios sociais que ambicionam exige que “remodelem” a si mesmas como se também fossem objetos de consumo que precisassem ser aceitos e valorizados, ou seja, como produtos capazes de obter atenção e atrair demanda de fregueses.