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Transfusão com sangue jovem pode amenizar danos cognitivos

Testes com ratos idosos indicam reparo de danos cerebrais relacionados à idade e favorecimento da plasticidade sináptica

maio de 2014
Bruce Wetzel e Harry Schaefer/National Cancer Institute/Wikimedia Commons
Vivemos cada vez mais. Se por um lado a notícia é boa, por outro muitos têm que lidar com o declínio cognitivo que pode vir com o tempo. Pesquisadores da Universidade Harvard submeteram camundongos idosos à exposição de sangue de ratos jovens e observaram que o procedimento não só interrompeu, mas também reverteu danos cerebrais relacionados à idade em nível molecular, estrutural, funcional e cognitivo.

Depois de análise detalhada do genoma, eles identificaram plasticidade sináptica no hipocampo dos animais, segundo publicado na Nature Medicine. Destacaram ainda aumento na densidade da espinha dendrítica de neurônios maduros, além de ganhos na memória a acuidade espacial. Os cientistas apontam que as melhoras estruturais e cognitivas estão relacionadas à ativação de uma proteína que atua como um fator de transcrição celular no hipocampo, conhecida por desempenhar importante papel na plasticidade neural e memória de longo prazo. (Com informações da Nature).

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