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Transplante de neurônios para tratar doenças neurodegenerativas

Descoberta pode ajudar a reduzir os danos causados pelo Parkinson e Alzheimer

abril de 2012
Divulgação
Células neurais derivadas de células-tronco embrionárias humanas transplantadas para o cérebro de ratos são capazes de estabelecer sinapses e se comunicar com outras células dos roedores. A descoberta, divulgada pela Proceedings of the National Academy of Sciences, pode ajudar a reduzir os danos causados por doenças marcadas pela perda progressiva de neurônios, como Alzheimer e Parkinson.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin observaram o comportamento de células neurais de humanos e de ratos cultivadas em laboratório. Os tubos de ensaio foram expostos a feixes de luz para estimular a atividade dos neurônios humanos (técnica chamada optogenética), e os cientistas observaram que a luz agiu também sobre as células dos ratos, que passaram a gerar sinais elétricos, o que sugere sinapse entre os dois tipos de neurônios. Depois, as células humanas cultivadas in vitro foram implantadas no hipocampo dos roedores – a análise dos tecidos cerebrais dos animais indicou que as células se comunicavam, como ocorreu no laboratório.

Os neurônios são células eletricamente excitáveis – a optogenética induz neurônios específicos a produzir proteínas ativadas por comprimentos específicos de onda da luz. Assim, os cientistas conseguem aumentar ou diminuir a atividade neuronal no cérebro. “Células-tronco e optogenética podem ser uma combinação promissora para o tratamento de doenças neurodegenerativas. Se as células transplantadas não reagirem como o esperado, é possível usar a luz para modulá-las”, diz o neurocientista Su-Chun Zhang, pesquisador da universidade.