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Tratar diabetes e depressão pode ajudar a prevenir demência

Intervenções comuns aos dois quadros, como prática de exercícios físicos e dieta rica em nutrientes, são capazes de interferir na evolução do comprometimento cognitivo

março de 2015
Shutterstock
Pesquisadores da Universidade College London publicaram no American Journal of Psychiatry um trabalho de revisão de 62 estudos que acompanharam quase 16 mil pessoas diagnosticadas com comprometimento cognitivo leve (CCL), um estado entre o envelhecimento típico e a demência, e descobriram que os voluntários com diabetes ou com depressão apresentavam maior probabilidade de evoluir para declínio progressivo das funções mentais: 65% e o dobro do risco, respectivamente.

A boa notícia é que manter o corpo e o cérebro ativos pode ajudar a amenizar o quadro, argumenta a psiquiatra Claudia Cooper, principal autora do estudo. “Praticar exercícios físicos, comer alimentos saudáveis e manter a vida social ativa pode diminuir os riscos de desenvolver demência, além de trazer outros diversos benefícios para a saúde”. Ela recomenda dieta rica em frutas e legumes e pobre em carnes e gorduras saturadas, a chamada “dieta mediterrânea”.

Cooper e sua equipe esclarecem que o CCL causa prejuízos mentais maiores que o esperado para a idade e afeta 19% das pessoas acima de 65 anos (aproximadamente 46% das que têm o problema desenvolvem declínio progressivo cognitivo dentro de três anos em comparação com 3% da população geral). Os resultados, segundo os cientistas, destacam o impacto das comorbidades médicas e psiquiátricas em indivíduos com CCL e a importância e o potencial terapêutico da intervenção precoce na prevenção da demência. O próximo passo é produzir ensaios clínicos randomizados, afirmam.

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