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Tributo à audição

"O ruído é a expressão do mundo", afirma o artista Floriano Romano, idealizador da exposição Sonar, em cartaz no Rio de Janeiro

fevereiro de 2014
Polipoesia, 2004. Vídeo.
Trecho do videopoema Polipoesia
Uma mostra sobre ruídos. Essa é a proposta do artista plástico Floriano Romano. Sua exposição Sonar compreende várias instalações que apresentam as vozes do cotidiano – desde sons da natureza, que geralmente são abafados pelos barulhos das grandes cidades, até estímulos sonoros associados a expectativas e medos, como toques insistentes de telefone, freadas bruscas e buzinas de carros presos em engarrafamentos. “O ruído é a expressão do mundo, é indeterminado. Fala direto aos sentidos”, diz Romano. Entre as obras, se destacam Turbina, que reproduz o som do mar, e Polipoesia, que exibe videopoemas em monitores de TV. Na área externa da galeria Laura Alvim, que recebe a exposição, estão os Chuveiros sonoros: duchas que “despejam” canções cantadas por anônimos no banho.

Sonar. Casa de Cultura Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro. Terça a domingo, 13h às 21 h. Informações: (21) 2332-2017. Grátis. Até 9 de março.