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Um adeus para Elvis

Reconhecer a raiva e a frustração da perda facilita a elaboração e ajuda a seguir em frente

abril de 2009
DIVULGAÇÃO
Perder dói. É ruim quando a bola de sorvete cai no chão, é péssimo quando o time pelo qual torcemos (ou no qual jogamos) não marca pontos suficientes para vencer o campeonato. Mas, além de doer, a perda às vezes dá muita raiva. Não é diferente quando alguém de quem gostamos muito vai embora para sempre. Em nossa cultura, em que muita gente, com a melhor das intenções, ainda acredita que temas relativos à morte e ao morrer “não devem ser tratados na frente das crianças”, livros que ajudem os pequenos a se aproximar do assunto e a discuti-lo costumam ser muito úteis. Mas, por quê??! – A história de Elvis, do escritor e ilustrador alemão Peter Schössow, apresenta a irritação (e depois a tristeza) de uma garotinha diante da constatação do inevitável: Elvis, seu passarinho amarelo, está morto. A fúria da menina atrai a atenção de freqüentadores do parque, onde ela grita sua indignação a plenos pulmões. Ninguém consegue lhe responder por que razão Elvis morreu. Mas um grupo heterogêneo passa a acompanhá-la – o bichinho então pode ser relembrado, celebrado, enterrado. E a criança, acolhida. O livro, lançado no Brasil pela Cosac Naify, recebeu o prêmio Deutscher Jugendliteraturpreis, o mais importante da Alemanha. (Gláucia Leal)