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Um mergulho na vida íntima de Frida Kahlo

Em exposição do MIS, imagens registradas desde a infância permitem fazer relações entre obras emblemáticas e a realidade da pintora

novembro de 2016
© Museu Frida Kahlo/Divulgação

Frida, aos 5 anos, fotografada por autor anônimo

A artista mexicana Frida Kahlo tinha um acervo pessoal de mais de 6 mil fotografias quando morreu, em 1954, com apenas 47 anos. A pedido de seu companheiro, Diego Rivera, esses álbuns permaneceram trancados por mais de meio século num banheiro da Casa Azul, casarão onde ela nasceu e morreu e hoje é o atual Museu Frida Kahlo, na Cidade do México. As fotos foram trazidas a público há dez anos, e parte delas está exposta em São Paulo, no Museu da Imagem e do Som (MIS).

São pouco mais de 200 fotos, selecionadas entre os milhares do acervo pelo curador Pablo Ortiz Monasterio. Estudioso da obra de Frida, organizou as imagens em núcleos: Origens, Casa Azul; Política, revoluções e Diego; Corpo acidentado e Amores. A intenção, segundo ele, é ajudar o espectador a entender como os trabalhos de estética surrealista que a pintora produziu ao longo da vida foram inspirados em circunstâncias de sua vida, como a infância solitária, marcada por um episódio de poliomielite que deixou sequelas em uma das pernas, a luta diária contra a dor crônica – ela foi vítima também de um grave acidente de trânsito na juventude –, a conturbada relação amorosa com o pintor Diego Rivera e o fascínio pela cultura pré-hispânica.

Frida Kahlo – Suas fotos.
Museu da Imagem e do Som (MIS). Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo.
De terça a sábado, das 12h às 20h. Domingo, das 11h às 19h.
Informações: (11) 2117-4777. R$ 6. Até 20 de novembro.

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