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Um psiquiatra fala sobre psicopatia e amor

Peça Boa noite, professor discute a possibilidade de psicopatas sentirem afeto

setembro de 2016
GUGA MELGAR

Descrita como um transtorno de personalidade, a psicopatia reúne características como ausência de empatia, comportamento agressivo, apesar de nem sempre evidente, e tendência à manipulação. Tema muito explorado no cinema e na literatura, recebe um olhar mais aprofundado na montagem Boa noite, professor, um diálogo entre um psiquiatra e uma aluna de mestrado que está escrevendo uma dissertação sobre a possibilidade de psicopatas sentirem afeto.

Escrito pelo crítico de arte Lionel Fischer, o texto questiona a visão reducionista da psiquiatria sobre o assunto – descrever a psicopatia em critérios diagnósticos é “apenas a ponta do iceberg”, segundo um dos personagens – e busca explorar a complexidade humana. Ao longo do espetáculo, uma curiosa revelação sobre o passado vem à tona, sugerindo que a relação entre os dois não é apenas de professor e aluna e o interesse deles pelo tema pode não ser somente acadêmico.

Boa noite, professor.
Teatro O Tablado. Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, Rio de Janeiro.
Sexta e sábado, às 21h, e domingos, às 20h. Informações: (21) 2294-7847.
R$ 30. Até 25 de setembro.

Para mais sugestões como esta, adquira a edição de setembro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2cjymOS 

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