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Unesp desenvolve cartilha que ajuda médicos a identificar vítimas de abuso sexual

Segundo as pesquisas que dão base ao material, em 80% dos casos, os agressores são da família ou amigos próximos

julho de 2014
Shutterstock
A violência sexual pode deixar marcas permanentes, tanto físicas quanto psíquicas. É essencial que as vítimas de abuso recebam tratamento adequado ao serem tratadas por profissionais de saúde, que precisam estar atentos aos sinais de violência mesmo quando ela não é admitida pelo paciente ou pela família.

A Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, desenvolveu uma cartilha que ajuda estudantes do curso e médicos a reconhecer, no atendimento de pronto-socorro, sinais de que a criança está sofrendo algum tipo de abuso e encaminhar corretamente os casos em que haja suspeita.

O material é baseado em informações fornecidas por meninos e meninas de 14 anos ou menos, colhidas em pesquisas da própria instituição. Os resultados apontam que a idade média das vítimas é de 9 anos; 78,7% delas são do sexo feminino; 33,44% residiam com mãe ou pai; 85,6% dos agressores eram conhecidos das crianças ou da família, e em 12,5% dos casos o abuso foi praticado pelo próprio pai. A cartilha será submetida a um questionário colaborativo na universidade e distribuída nas aulas de graduação da Faculdade de Medicina.

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