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Vacina para combater doença de Alzheimer

Droga tem apresentado resultados promissores e pode estar no mercado em até 10 anos

março de 2013
Alexander Raths/Shutterstock
Pesquisadores espanhóis desenvolveram uma vacina, denominada EB-101, que pode evitar a formação de placas de proteína beta-amiloide no cérebro, associadas aos sintomas do Alzheimer. Cientistas do Centro de Pesquisa Biomédica EuroEspes testaram em ratos transgênicos (com as principais mutações genéticas associadas à doença) a substância que ativa o sistema imune contra essas proteínas e observaram que, além de realmente desencadear resposta imunológica contra as placas, a vacina impediu que elas surgissem nos animais com propensão a desenvolvê-las.

Segundo o autor do estudo publicado no Interna­tional Journal of Alzheimer Disease, Ramón Cacabelos, o resultado é promissor, pois a vacina não desencadeou quadros de meningoencefalite – que surgiram em trabalhos anteriores. Ele explica que isso não aconteceu porque as proteínas usadas foram envolvidas em lipossomas (revestimentos lipídicos, frequentemente usados para liberação controlada de medicamentos) antes de serem inoculadas.  Ainda são necessários mais testes, mas Cacabelos afirma que, se a eficácia e a segurança da vacina forem comprovadas, ela poderá ser produzida em menos de dez anos.

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