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No hotplate, o animal foi induzido a sair da placa. Quando as duas drogas foram aplicadas, eles ficaram mais tempo ali, mesmo com a noção de que deveriam sair. No tailflick, a cauda foi inserida em um pequeno filamento bem aquecido.
“Nesse caso, se o animal não retirar a cauda em dois ou três segundos o aparelho desliga, uma vez que a intenção não é machucá-lo”, explicou o professor da FFCLRP, que também é presidente da comissão de ética em experimentação animal do campus da USP em Ribeirão Preto. “Para que a dor cessasse nos dois modelos, tivemos que usar de duas a três doses adicionais de morfina para ter exatamente o mesmo efeito encontrado com uma única dose de cinina. Esse efeito é identificado pelo tempo de permanência do animal nas duas plataformas”, disse Ferreira dos Santos.
O estudo foi publicado em maio em artigo no British Journal of Pharmacology, com elogios no editorial da revista inglesa, escrito por Istvan Nagy, chefe do Departamento de Anestesiologia do Centro de Cuidados Intensivos de Medicina da Dor do Imperial College de Londres, e Charles Paule e John White, pesquisadores do mesmo departamento, além de Laszlo Urban, diretor do Lead Discovery Center, um centro de testes pré-clínicos na Universidade de Cambridge, nos Estados Unidos. |