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21 de dezembro de 2007
Vida de sacerdote
Segundo dissertação defendida no Instituto de Psicologia da USP, formação do clero brasileiro é autoritária e focada nos ritos de passagem, com pouca reflexão sobre a teologia
 
Agência USP
(Agência USP de Notícias) − Os ritos de passagem e a estrutura de enclausuramento de um seminário são fatores que influenciam tanto ou mais na formação de um sacerdote, autoritária e restrita às questões da Igreja, do que a teologia ensinada na sala de aula. O psicólogo Sílvio José Benelli acompanhou durante quatro anos a vida de seminaristas em teologia, por meio de entrevistas e revisão de literatura e com ênfase na análise institucional, para analisar a formação clerical no Brasil.

Benelli foi professor em um seminário de filosofia e, devido a sua formação, pensou que seria interessante desenvolver um trabalho de pesquisa na dinâmica da instituição, a fim de explorar “questões que influíam nas práticas formativas dos seminaristas”, o que resultou em uma dissertação de mestrado. Em seu doutorado, apresentado no Instituto de Psicologia (IP) da USP, resolveu trabalhar com um seminário de teologia.

Durante três anos o psicólogo freqüentou semanalmente a instituição que fica no estado de São Paulo, mas cujo nome não é revelado no estudo. Lá, entrevistou 16 teólogos e quatro padres. Benelli afirma que resolveu mesclar o estudo teórico com a pesquisa de campo “para notar coisas que não são abordadas no discurso formal e formular novas questões a partir das observações”. O foco da tese foi a observação dos diáconos, hierarquia da Igreja Católica que antecede à do padre.
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