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Você se preocupa em excesso?

Quanto maior a aflição, menos somos capazes de encontrar soluções criativas. Faça o teste e descubra sua quantidade de preocupações é nociva

janeiro de 2015
Dados do Instituto Americano de Terapia Cognitiva revelam que 38% das pessoas se preocupam todos os dias. Só nos Estados Unidos mais de 19 milhões são preocupados crônicos. A avaliação abaixo é uma versão resumida do questionário-padrão sobre a preocupação, o Worry Domain Questionnaire, que separa a preocupação em cinco categorias: relacionamento, falta de confiança, ausência de objetivos futuros, trabalho e finanças – para ajudar a localizar as áreas onde se concentram as maiores inquietações.

É possível relaxar

Atitudes práticas sugeridas com base na abordagem cognitivo-comportamental podem tornar a vida mais leve quando as preocupações aumentam.

1. Um bom começo é determinar se suas inquietações poderão realmente ajudá-lo a encontrar soluções práticas para um problema. Se a resposta for “sim”, faça uma lista com medidas claras e práticas para resolver a questão, de preferência estabelecendo prazos. Se a resposta for “não”, use as técnicas a seguir.

2. Livro de anotações com suas preocupações

Registre suas preocupações improdutivas durante o dia e reserve aproximadamente 15 minutos para se dedicar especificamente à reflexão sobre elas. Muita gente descobre que, no horário estipulado, elas simplesmente “deixaram de existir”. Assuntos aparentemente fundamentais que exigiam resposta imediata parecem ter perdido a importância mais tarde.

3. Impossível fugir das incertezas

Os preocupados costumam ter dificuldade em aceitar que nunca poderão ter controle completo sobre sua vida. Alguns psicólogos comportamentais garantem que repetir baixinho uma preocupação por 20 minutos (“Nunca vou pegar no sono” ou “Posso perder o meu emprego”) reduz o medo que temos de que essa afirmação se concretize. A maioria das pessoas fica entediada e nem chega a completar o tempo – termina desviando a atenção para outras prioridades. 

4. Viva a concentração

Técnicas com base em ensinamentos budistas pregam viver o momento presente e experimentar todas as emoções, mesmo as negativas. Costumamos nos concentrar (ou seja, estar no centro de nossa vida) quando estamos imersos em nossa música predileta ou numa conversa animada com os amigos. Uma forma eficaz de “permanecer” no presente é praticar a respiração profunda, deixando o corpo relaxar e a tensão dos músculos desaparecer.

5. Redimensione a realidade

O que acontece se um de seus receios se concretizar? Você sobreviveria à perda do emprego ou do namorado? Relativizar a forma como você avalia os desapontamentos costuma diminuir – ou até atenuar – a sensação de fracasso. Também pode ser útil fazer uma lista de coisas pelas quais somos gratos em nossa vida.

6. De olho no passado

Examine as preocupações que o incomodaram e hoje não fazem mais sentido. Você tem dificuldade de se lembrar quais são? Provavelmente isso significa que aquelas preocupações nunca se tornaram realidade ou que você conseguiu lidar com elas e esquecê-las. Essa forma de pensar ajuda a redimensionar as inquietações atuais.

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