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Voz de locutor interfere em atividade cerebral dos ouvintes

Compreensão de conteúdo é maior quando há uma fusão de pensamentos

julho de 2011
© alias ching/shutterstock
Grande parte das pessoas distrai-se no meio das conversas, deixando de apreender várias sequências do que está sendo dito. Por outro lado, em determinadas situações não só armazenamos detalhes sobre a narrativa como até antecipamos certos acontecimentos. O psicólogo Uri Hasson, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, definiu a comunicação ideal como uma “fusão de pensamentos”, que pode ser comprovada por meio do mapeamento da atividade cerebral do ouvinte e do falante.


Para fundamentar sua hipótese, Hasson solicitou a uma aluna que gravasse algumas histórias simples, de seu dia a dia. Simultaneamente, registrou a atividade cerebral da jovem por meio de ressonância magnética funcional (TRMf, na sigla em inglês). Em seguida, 11 voluntários foram convidados a ouvir a gravação.


A análise dos dados demonstrou que, em vários pontos da narrativa, a atividade cerebral dos ouvintes foi muito similar à da voluntária que contou a história; foram registrados, em geral, apenas pequenos atrasos nessas similaridades, o que faz os cientistas pensar em uma espécie de resposta do cérebro dos ouvintes.


Algumas áreas, porém, foram ativadas antes – o que pode ser explicado, segundo Hasson, por previsões sobre a continuação da história. Após os registros da TRMf, os pesquisadores fizeram perguntas aos participantes sobre o que fora dito. Como esperado, quanto mais intensa a harmonia da atividade cerebral entre o falante e o ouvinte, maior a compreensão do conteúdo.