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Voz mais suave para diminuir conflitos

Um estudo realizado por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia sugere que pessoas com entonação de voz mais melodiosa estão mais predispostas à empatia

junho de 2017
Da redação
SHUTTERSTOCK

Não raro, os desencontros se dão muito mais pela forma como falamos do que pelo conteúdo do que é dito. A intenção – ou a “energia” – que permeia nossas frases expressa mais do que as palavras em si. E o interlocutor percebe isso, pois o modo de falar de cada pessoa tem uma musicalidade própria, com variação de tom e ritmo, conhecida como prosódia, que transmite emoções. Um estudo realizado por cientistas da Universidade do Sul da Califórnia sugere que pessoas com entonação de voz mais melodiosa estão mais predispostas à empatia. 

Usando exames de ressonância magnética funcional, os pesquisadores mediram a atividade cerebral de voluntários enquanto falavam ou ouviam vozes com entonações de felicidade, tristeza, interrogação ou neutralidade. Assim, descobriram que a área de Broca, que funciona como centro da fala no cérebro, era ativada quando o voluntário ouvia ou falava algo com entonação animada. Participantes com nível mais alto de atividade nessa área apresentavam maior empatia. 

Ao contrário do que ocorre com a gramática, a semântica e outras propriedades do idioma, a prosódia é universal entre as culturas e espécies. “Animais de estimação, por exemplo, entendem comandos pela entonação da voz, não pelas palavras em si”, observa a neurocientista Liza Aziz-Zadeh, principal autora do estudo. Alguns pesquisadores acreditam que a prosódia, essencial para a comunicação, pode ser suavizada quando colocamos a intenção de falar com delicadeza e respeito ao outro. 

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de junho de Mente e Cérebro, disponível em: 

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