Reportagem
  
edição 198 - Julho 2009
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Geração celular
Mal podemos imaginar a vida dos adolescentes sem os telefones móveis: multifuncionais, eles servem como gravadores de música, central de comunicação, símbolo de status – cientistas estudam a relação dos jovens com esses aparelhos para compreender o comportamento de grupos e desvendar interesses
por Annete Schäfer
ADULTOS, MAS SEM LIMITES
© LPJ/SHUTTERSTOCK / © HANNIBAL HANSCHKE/REUTERS/LATINSTOCK
Alguns adultos se tornam dependentes desses pequenos aparelhos e por causa deles chegam a ficar em situações constrangedoras. Em abril, o primeiro- ministro da Itália, o polêmico Silvio Berlusconi, conseguiu atrasar o início da reunião da cúpula da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Estrasburgo, na França, por falar ao telefone celular. A chanceler alemã, Angela Merkel, uma das anfitriãs do evento, esperou por ele vários minutos no tapete vermelho que conduzia à entrada do prédio. Enquanto aguardava, foi recebendo outros líderes e acabou desistindo dele, dando início à reunião sem o italiano. Outro caso polêmico é o da socialite Paris Hilton, que há poucas semanas teve seu celular roubado na Austrália e, além de perder toda a sua agenda telefônica com contatos de celebridades, teve suas fotos íntimas, tiradas com o aparelho, divulgadas na internet.
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PARA CONHECER MAIS
Moving Culture. Mobile Communication in Everyday Life. A. Caron, L. Caronia, Mc-Gill-Queen’s University Press, Montreal, 2007.
Annete Schäfer é economista, psicóloga e jornalista.