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CORTESIA DE ERICH D. JARVIS |
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Ao compararmos o cérebro de aves que cantam (canoras) com o de um mamífero, duas constatações chamam a atenção: a forma é similar, mas os sulcos do órgão das aves são bem menos proeminentes. Durante muito tempo, a idéia de que muitas circunvoluções significam funções cognitivas superiores levou os cientistas a pensar que as aves tinham poderes mentais limitados. A opinião foi fortalecida pelo equivocado pressuposto de que o cérebro dos pássaros corresponde a regiões do cérebro dos mamíferos as quais regem funções básicas relacionadas ao comportamento reflexo.
Pesquisas mais recentes indicam, porém, que o pallium, parte maior do cérebro das aves, opera junto com estruturas abaixo dele para controlar comportamentos complexos. Quanto maior o pallium, mais inteligente o animal. O córtex cerebral dos mamíferos se originou dessa região e, quanto maior sua proporção em relação ao resto do cérebro, mais desenvolvida a capacidade cognitiva.
Embora o sistema nervoso das duas classes de animais seja estruturado de forma bem diferente, há muitas semelhanças funcionais. Várias partes do cérebro são conectadas por caminhos neurais com funções similares. Quando os papagaios aprendem a emitir novos sons, por exemplo, as estruturas ativadas são análogas às estimuladas em humanos que aprendem a falar. A equipe de pesquisa coordenada pelo neurologista Erich D. Jarvis, da Universidade Duke, em Durham, na Carolina do Norte, levou em conta essa descoberta para reformular a nomenclatura que descrevia as regiões do cérebro das aves. Os cientistas substituíram antigos termos (acima) que são homólogos às regiões correspondentes nos mamíferos. |