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Reportagem |
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| edição 192 - Janeiro 2009 |
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| Sem preconceitos |
| Observadas em todo reino animal e mais freqüentes entre espécimes em cativeiro, relações sexuais entre indivíduos do mesmo sexo podem ser uma forma de aliviar o stress, dissipar tensões sociais e obter ajuda para proteger os filhotes |
| por Emily V. Driscoll |
| SEDUTORAS, MAS REJEITADAS |
Muitas vezes os profissionais que trabalham em zoológicos não sabem como reagir ao observar o comportamento homossexual dos animais. Em 2005, funcionários do Zoológico do Mar, em Bremerhaven, Alemanha, descobriram que três de seus cinco casais de pingüins Humboldt eram formados por indivíduos do mesmo sexo. Por se tratar de uma espécie em extinção, apressaram-se em trazer quatro fêmeas da Suécia, o que causou fúria em grupos de gays e lésbicas de todo mundo. Numa carta para o prefeito de Bremerhaven, Jorg Schulz, ativistas europeus protestaram contra o que chamaram de “assédio organizado e forçado por meio de fêmeas sedutoras”. Os machos, porém, ignoraram a chegada das jovens suecas. “Eles nem sequer olharam para elas”, disse o diretor do zoológico, Heike Kiick, à revista alemã Der Spiegel. A solução foi trazer outros machos para fazer companhia às fêmeas solitárias. |
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| Emily V. Driscoll é jornalista especializada em ciência. |
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