Computer
Associates
Na Computer Associates, boa parte dos funcionários
pode ser mandado para casa. Calma lá, é
que muitos trabalham com laptops e têm acesso
remoto à rede. Sobre dispensa, o presidente Vincenzo
Dragone foi cauteloso: "Espero que não."
Pfizer
"Há males que vêm para bem",
diz Fernando Céglio, gerente de RH designado
para cuidar do apagão na Pfizer. Por conta
da crise energética, a empresa otimizou a produção,
evitando desperdício. Vai diminuir a produção,
se necessário, mas sem demitir.
TRW
A TRW Automotive vai investir 600 mil reais para se
adequar à meta exigida pelo governo. Inclui
nessa conta a compra de geradores e a substituição
de equipamentos elétricos por equipamentos
a gás. As horas extras foram canceladas nos
finais de semana.
Azaléia
Antes do estouro da crise, a empresas gaúcha
Azaléia Calçados já operava com
gerador próprio à noite, quando a luz
era mais cara. "Há anos estamos alertando
o governo que esse problema ia acontecer", diz
o presidente Nestor de Paula. A Azaléia já
está construindo uma hidrelétrica própria,
de 30 megawatts, no Rio Grande do Sul. A projeção
de faturamento não foi afetada pela crise.
Springer
Carrier
Embora fabrique ar-condicionado, grande consumidor
de energia, a Springer vê oportunidade na crise.
"Vamos aproveitar para sugerir a troca dos aparelhos
antigos, que gastam muito mais do que os novos",
diz Toshio Murakami, diretor de marketing e vendas.
A empresa mantém a projeção de
aumentar o faturamento em 16% este ano.
Sorocaba
Refrescos
A Sorocaba Refrescos concorre com outras 60 marcas
de tubaínas na região. "Nossos
produtos não podem faltar no mercado e por
isso não pensamos na possibilidade de corte
de funcionários ou férias coletivas",
diz o gerente-geral Mauro Cassaniga. "Um gerador
garantirá, em caso de apagão, duas de
nossas cinco linhas de produção."
Bristol-Myers Squibb
A Bristol-Myers Squibb não acredita que a crise
será solucionada em curto prazo. Por conta
disso, alugou seis geradores e deve comprar outros
dois, além de tentar reduzir o consumo. "A
empresa encara a redução do número
de funcionários como o último recurso",
diz Álvaro Y. Hayashida, gerente da área
de utilidades.
Beckton
Dickinson
A empresa, fabricante de produtos médicos-hospitalares,
vai investir na comunicação para não
dar margem a especulações sobre demissões.
"Estamos revendo programas de promoções
e incentivos e adotando medidas que permitam manter
o equilíbrio entre gastos e receita",
diz Carlos Alberto Mageste, diretor de recursos humanos
para a América Latina, "Nossa principal
preocupação é proteger os funcionários."
O
país vive momentos difíceis por causa
da crise de energia, mas você pode fazer dela
uma grande oportunidade para mostrar seu talento -
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