Qual foi a maior gafe que você já cometeu em sua vida profissional?

Você sobrevive a uma fusão?
É hora de mudar de rumo?
Devo ir ou devo ficar?

Você vai se aposentar rico?
Você é intuitivo?



 
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Batepapo com Flavio Kosminski

O sócio da Korn/Ferry, uma das maiores empresas de headhunting do mundo, que está organizando a promoção CEO do Futuro junto com a VOCÊ s.a., conversou com os leitores sobre possibilidades de carreira na quinta-feira, 26 de julho.

Um dos assuntos mais comentados foi o tempo de validade para os profissionais no mercado. Conclusão: nunca é tarde para conseguir uma colocação interessante no mercado, mas é indispensável uma formação boa. Veja os melhores momentos:

Flavio Kosminsky: Boa noite. Estou à disposição de todos

Dario fala para Flavio Kosminsky: Olá! Boa noite! Trabalho em uma grande empresa pública, de direito privado, e constantemente passo por situações em que mais vale uma postura política do que um parecer técnico. Como o senhor vê a política dentro das organizações? Em grandes empresas privadas a política afeta as decisões como nas empresas públicas? Gostaria de saber o que o senhor pensa e já viveu a respeito desse problema.

Flavio Kosminsky: A política é a arte do possível, e não pode ser confundida com politicagem. Navegar no espaço político é essencial para que todas as partes envolvidas em ações e decisões sejam consideradas e prestem apoio ao projeto mudança em discussão. Acho que todos nós, muitas vezes, acreditamos que interesses "estranhos" estão impulsionando certas decisões. Temos, antes de tudo, que considerar que o nosso projeto pode não ser o mais importante. É para isto que serve a política: para harmonizar interesses eventualmente divergentes.

Letícia pergunta para Flavio Kosminsky: Tenho dúvidas a respeito das oportunidades que uma pessoa de 30 anos tem para ingressar no mercado das empresas multinacionais. Você acha que pessoas nessa faixa etária podem ser absorvidas enquanto iniciantes de uma carreira?

Flavio Kosminsky: Sim, mas você deve ter uma bagagem que a torne interessante para esta empresa, ou qualquer outra. Possivelmente ter a capacidade de se relacionar em pé de igualdade com gente bem mais jovem.

Roberto fala para Flavio Kosminsky: Trabalhei dois anos como advogado, na secretaria Estadual do Meio Ambiente aqui de São Paulo, com avaliação de impacto ambiental, em 1994. Depois não trabalhei mais nessa área. O senhor vê chances de eu conseguir alguma colocação estando com 45 anos?

Flavio Kosminsky: Todo o problema da recolocação deve ser entendido sob a ótica do mercado de trabalho como um todo. Todos nós estamos sempre competindo, e portanto, qual é a nossa competitividade relativa? Isto depende, é claro, da natureza da competição. Se um processo muito aberto e portanto muito seletivo, a competitividade relativa de cada um é menor. Em empresas menores, ou onde temos relações que nos darão uma chance, a competitividade e maior.

   
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