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O engenheiro Luiz Claudio Rosa é o exemplo vivo de
que o talento não escolhe cor de pele. O seu lema:
"primar pela excelência" e sua constante vontade de
melhorar ajudaram (e muito) a impulsionar a sua carreira.
Cláudio é o atual vice-presidente da área de tecnologia
da Lucent Technologies, uma das 100 melhores empresas
para trabalhar no Brasil, segundo pesquisa do Guia
Exame de 2000. Conheça nessa entrevista para o site
um pouco das opiniões e da carreira de Luiz Cláudio
Rosa:
(Veja a história da carreira de Luiz Cláudio Rosa
na VOCÊ s.a.)
Qual é a dica que você dá para os profissionais
negros que sofreram preconceitos e abaixaram a cabeça?
O fato de abaixarem a cabeça depende muito do tamanho
do preconceito que sofreram. Nessa hora, um ponto
importante é trabalhar a sua cabeça. A idéias de superioridade
racial está provado cientificamente que é idiotice
e é isso que as pessoas tem que ter em mente. Ninguém
é mais ou menos superior e o que elas precisam é criar
uma capacitação maior para se inserir no contexto
de competitividade atual.
Dentro desse contexto qual á importância da diversidade
cultural dentro das empresas?
Acredito que é muito importante ter pessoas com experiências
diferentes. Meu exemplo é ótimo. Nasci e cresci dentro
de um bairro de classe média do Rio de Janeiro. Fiquei
entre 20 a 30 anos num ambiente suburbano e não aristocrático.
Hoje, convivo com diversos mundos diferentes. Todos
têm a chance de compartilhar experiências diferentes
e assim crescer pessoal e profissionalmente.
Como isso acontece?
A partir do momento que você convive com pessoas que
tem passados diferentes. Nesse momento, você começa
a questionar as suas verdades absolutas e começa a
compartilhar com idéias distintas. Eu mesmo consegui
melhorar a partir de visões de pessoas com formação
e perspectivas diferentes. Acredito que aqui na Lucent
todos entenderam a importância de criar um ambiente
assim.
Qual é a sua opinião sobre uma cota de negros nas
universidades federais e estaduais?
Veja como uma faca de dois gumes. Por um lado acelera
a participação dos negros nos postos de trabalho,
uma vez que colocaria muitas oportunidades de trabalho
em pé de igualdade. O trabalho escravo terminou há
apenas 100 anos e a sociedade não muda de uma hora
para outra. Prova disso foi quando eu participei de
uma reunião com os maiores nomes na área de telecom
e não encontrei a proporcionalidade de negros em posição
de destaque na mesma proporção da população brasileira.
O lado ruim dessa idéia é que pode acontecer o mesmo
fenômeno dos Estados Unidos. Lá, essa ferramenta voltou-se
contra os negros porque muitos usavam o argumento
de que eles só conseguem assumir postos de destaque
porque tem espaço garantido.
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