Qual foi a maior gafe que você já cometeu em sua vida profissional?

Você sobrevive a uma fusão?
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Por quê Cingapura?
Por Ricardo Paixão*

Deve ser época de prova nas escolas daqui. Hoje é sábado e depois de acordar às 10 da manhã resolvi escrever a coluna no Starbucks de Holland Village, um distrito cheio de bares, cafés e restaurantes bacaninhas. A parte de cima do café normalmente é sossegada. Sempre gente lendo jornal ou fazendo hora. Mas hoje, quando cheguei, com meu pingadão a tiracolo, fui recepcionado por um bando de adolescentes entre 12 e 14 anos diligentemente estudando para as provas. Bom, agora que estou aqui vou escrever a coluna de qualquer maneira.

Como vim parar aqui em Cingapura para fazer um MBA? Essa pergunta será respondida aos poucos, semanalmente, a cada coluna nova que eu enviar daqui por diante -- a cada nova experiência que eu relatar. No entanto, sejamos objetivos agora.

Quando vendi minha parte na empresa que fundei, resolvi que iria fazer um MBA. Após quase cinco anos trabalhando com negócio próprio, o curso seria um sabático onde eu teria oportunidade de repensar minha carreira e adquirir novas ferramentas. Nesse meio tempo, recebi uma proposta da Microsoft, de quem minha empresa é associada, e fiquei lá por volta de um ano. Mas a decisão já estava tomada.

Do início de 1999 até o meio de 2000 visitei diversas escolas nos EUA e na Europa, conversei com muita gente e li praticamente tudo que pude coletar sobre o assunto. Minha maior preocupação foi encontrar a escola certa para o meu caso. Após muita deliberação decidi que uma das escolas na Europa seria uma experiência mais interessante. Isso porque já morei nos Estados Unidos quando fiz meu primeiro mestrado (em Biofísica, na Universidade da Califórnia, em San Francisco) e, trabalhando para uma companhia americana, estava sempre por lá. Após isso a decisão se resumia a três escolas porque eu queria uma top 10: INSEAD, London Business e IMD. O IMD, embora muito conceituado, é uma escola voltada para educação executiva, com turma de MBA pequena, de apenas 90 alunos por ano. Além disso, a escola tem um foco intenso em indústria (foi fundada pela Nestlé) o que não me interessava. Entre a LBS e o INSEAD foi um páreo duro. Meu interesse é a área de serviços financeiros e Londres é a Nova Iorque da Europa. Além disso a escola tem uma área de finanças muito forte. Por outro lado o programa da LBS tem dois anos e o INSEAD, com colocação melhor em todos os principais rankings, apenas um ano. Mais do que isso: tinha aquela possibilidade de passar um tempo na Ásia...

Fiz minha application para o INSEAD com início em setembro de 2001 em Fontainebleau, uma charmosa cidadezinha a 60 quilômetros de Paris. Quando recebi a boa notícia que tinha sido aceito, me acenaram com a possibilidade de começar o curso mais cedo, em janeiro de 2001. Isso porque inauguraram o novo campus de Cingapura em outubro de 2000 e ainda havia algumas vagas disponíveis para início em janeiro. Um pequeno problema é a distância do Brasil. Enquanto Nova Iorque está a 8 horas de vôo de São Paulo e Paris um pouco mais, daqui são 21 horas e não existem vôos diretos. Mas quem está na chuva não pode ter medo de se molhar. Resolvi aceitar e nunca me arrependi. Quem quiser ter uma idéia de como são os campi do INSEAD tanto aqui quanto na França dê uma olhada no site, www.insead.edu . O site tem um visualizador bacana que permite ver diversos pontos, do anfiteatro de aulas até o restaurante e o bar. Quem quiser saber como é estudar MBA na Ásia, espere pelas próximas colunas.

*Ricardo Paixão, mineiro de 35 anos, é estudante de MBA no campus de Cingapura do Insead