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Como escolher um acupunturista e quando o tratamento é recomendado |
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| por Alex Botsaris | |||||||
| Há mais de 10 anos temos a
acupuntura reconhecida como especialidade médica pelo Conselho
Federal de Medicina. Apesar disso, ela ainda não foi regulamentada
pelo Congresso Nacional. Há um projeto de Lei que navega ao sabor
de pressões corporativas, há mais de oito anos e esbarra
na falta de vontade política de desagradar essa ou aquela categoria.
Por isso o mercado tem todo tipo de profissional atuando. Outro parâmetro que pode ser empregado na avaliação do profissional é sua formação complementar. Muitos médicos e outros profissionais têm ido à China ampliar seus conhecimentos e ganhar experiência, justamente no berço da acupuntura. Isso e muito desejável pois os capacitam mais, ampliando perícia e capacidade técnica. Quem tem mestrado ou doutorado na área da saúde num tema ligado a acupuntura, também possui um grande diferencial. Em geral são profissionais altamente capacitados e que se aprofundaram em tudo de inovador produzido sobre acupuntura nos últimos anos. Desde 1999 o Ministério da Saúde (MS) acompanha a evolução das consultas públicas em acupuntura em todo país. Os dados desse sistema apontam um crescimento em todas as regiões. Em 2003, por exemplo, foram mais de 180 mil consultas em postos e hospitais, com maior concentração de médicos acupunturistas na Região Sudeste. Eles são 213, dos 376 cadastrados no sistema. Recentemente, o MS finalizou as bases para a sistematização dessa prática pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que ampliará consideravelmente o acesso à população. Em todas unidades onde foi implantada, a acupuntura tem ganhado espaço e reconhecimento, em virtude dos bons resultados que consegue. Depois de mais de 25 anos de pesquisa, expressa em cerca de 3500 estudos científicos publicados sobre acupuntura, muito foi revelado sobre seu funcionamento. Estímulos de pontos de acupuntura provocam reações no organismo como bloqueio da dor, modulação dos estímulos elétricos entre os neurônios, relaxamento da musculatura em espasmo, estímulo das funções imunológicas e da secreção de hormônios, além de aumento da concentração de neurotransmissores importantes, entre as quais a endorfina e a serotonina. A acupuntura ainda aumenta o número de conecções nervosas entre as células nervosas, o que cria novos caminhos para um estímulo passar. Isso pode explicar a sua ação melhorar seqüelas neurológicas. Quando tratar com acupuntura? A OMS recomenda esta prática nas seguintes condições
patológicas: enxaqueca e dores crônicas; resfriados, gripes
e sinusite aguda; labirintite aguda e crônica; asma e alergia respiratória;
paralisia facial e neuralgia do trigêmeo; seqüelas de acidente
vascular cerebral ('derrame') e outras de origem neurológica; gastrite
e distúrbios digestivos específicos; cólicas e constipação
intestinais; síndrome de cólon irritável; irregularidades
menstruais e dismenorréia; cólica nefrética; tendinites,
distensões musculares e contusões; artrose, dores na coluna
e ciática. Muitas pessoas acreditam que a acupuntura é apenas um procedimento
paliativo, cujo maior emprego é no controle da dor. Na realidade,
quem determina a possibilidade de cura é a natureza da doença
em si, e não o tratamento utilizado. A acupuntura pode ser usada
para tratar e curar ou então apenas como paliativo dependendo do
problema que está sendo tratado. Por exemplo, uma dor nas costas
causada por um espasmo muscular, vai ser tratada e curada. Já em
uma lesão neurológica causada por um trauma ou uma *doença
desmielinizante, o tratamento por acupuntura pode reduzir os sintomas,
mas a pessoa ficará com seqüelas, independente do tratamento
feito. Atenção!
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