| Meu filho de 18 anos não
tem mais interesse pelos estudos e já está virando alcoólatra
de final de semana. Sempre foi bom aluno, diz que vai fazer medicina,
mas abandonou os estudos no momento
.
Resposta: Nesta idade, comumente, os jovens não
se importam com o que os pais pensam sobre o seu consumo de bebidas alcoólicas.
Freqüentemente, eles são influenciados pela publicidade que
associa o consumo de bebidas com o prazer e com o sucesso, pela necessidade
de afirmação diante de um grupo e pela própria pressão
do grupo.
| "Bom relacionamento
com a família é um dos principais fatores para a prevenção
do consumo inadequado de bebidas" |
Não tenha medo de conversar com o filho, demonstrando
claramente as suas preocupações quanto ao uso inadequado
de álcool. Durante essas conversas, tenha a certeza de que
ele ouve você e de que você também o está
ouvindo. |
Aponte as conseqüências nocivas que esse consumo está
provocando na vida dele e na dos demais membros da família. Evite
conflitos durante essas conversas; isso somente vai piorar a situação.
O uso nocivo de álcool é um problema que precisa ser abordado
e encarado de forma objetiva. Mantenha o “espírito aberto”
para ouvi-lo e o “vínculo” para que ele se sinta seguro
ao falar sobre os problemas.
O bom relacionamento com a família é um dos principais fatores
para a prevenção do consumo inadequado de bebidas.
Tenha em mente os seguintes aspectos:
a) O uso nocivo de álcool é um problema
que pode estar relacionado com muitos outros pelos quais o usuário
está passando. É fato que uma grande porcentagem das pessoas
que usam inadequadamente o álcool enfrenta outros problemas psiquiátricos,
como quadros depressivos e ansiosos. Isso deve ser investigado e adequadamente
tratado por médico psiquiatra;
b) Se as provas do consumo inadequado forem evidentes,
o familiar deve propor ao jovem a procura de um psiquiatra, baseando-se
nesses fatos;
c) Mostrar o quanto determinados comportamentos assumidos
pelo usuário estão lhe provocando prejuízos, sem
necessariamente relacioná-los ao consumo do álcool, pode
melhor motivar o jovem a procurar ajuda especializada. Por exemplo, você
poderia dizer ao seu filho que ele tem estado mais desanimado (por exemplo,
por não querer mais estudar) e que isso pode estar relacionado
com algum problema de saúde, sem atribuir este “desânimo”
ao consumo de álcool ou outras drogas;
d) Se os familiares fingirem que tudo está bem,
fornecerem dinheiro para o usuário ou pedirem para que ele beba
em casa para correr menos riscos do que na rua, devem estar cientes de
que estas condutas reforçarão a manutenção
e piora do padrão de consumo.
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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não
se caracterizam como sendo um atendimento
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