Cyber Drogas
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É a terceira vez que meu filho chega embriagado em casa. Como devo agir?
por Danilo Baltieri

Resposta: Nesta idade (18 anos), comumente, os jovens não se importam com o que os pais pensam sobre o seu consumo de bebidas alcoólicas. Frequentemente, eles são influenciados pela publicidade que associa o consumo de bebidas com o prazer e com o sucesso, pela necessidade de afirmação diante de um grupo e pela própria pressão do grupo.

Não tenha medo de conversar com o filho, demonstrando claramente as suas preocupações quanto ao uso inadequado de álcool. Durante essas conversas, tenha a certeza de que ele ouve você e de que você também o está ouvindo. Aponte as consequências nocivas que esse consumo está provocando na vida dele e na dos demais membros da família. Evite conflitos durante essas conversas; isso somente vai piorar a situação.

O uso nocivo de álcool é um problema que precisa ser abordado e encarado de forma objetiva. Mantenha o “espírito aberto” para ouvi-lo e o “vínculo” para que ele se sinta seguro ao falar sobre os problemas.

O bom relacionamento com a família é um dos principais fatores para a prevenção do consumo inadequado de bebidas.

Aspectos que devem ser observados pelos pais

a) O uso nocivo de álcool é um problema que pode estar relacionado com muitos outros pelos quais o usuário está passando;

b) Se as provas do consumo inadequado forem evidentes, o familiar deve propor ao jovem a procura de um especialista, baseando-se nesses fatos;

c) Mostrar o quanto determinados comportamentos assumidos pelo usuário estão lhe provocando prejuízos, sem necessariamente relacioná-los ao consumo do álcool, pode melhor motivar o jovem a procurar ajuda especializada. Por exemplo, você poderia dizer ao seu filho que ele tem estado mais desanimado (por exemplo, por não querer mais estudar) e que isso pode estar relacionado com algum problema de saúde, sem atribuir esse “desânimo” ao consumo de álcool ou outras drogas;

d) Se os familiares fingirem que tudo está bem, fornecerem dinheiro para o usuário ou pedirem para que ele beba em casa para correr menos riscos do que na rua, devem estar cientes de que essas condutas reforçarão a manutenção e piora do padrão de consumo.

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Danilo Baltieri
Médico psiquiatra. Mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas
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