| Estudo: Nível
elevado de glicose prejudica memória e concentração
Assim como nosso corpo precisa de combustível para funcionar de
maneira eficaz a mente também necessita. Sem o combustível
necessário não é possível termos um bom funcionamento
do nosso intelecto e principalmente da memória. O cérebro
que é o órgão importante para as funções
mentais, o centro dos nossos pensamentos, comportamentos e emoções,
precisa de oxigênio, glicose, vitaminas, minerais, aminoácidos
entre outros nutrientes. Sem esses nutrientes durante 15 segundos já
é suficiente para surgir a inconsciência.
Portanto, uma boa alimentação com adequada ingestão
de nutrientes é fundamental para o bom desempenho em atividades
do dia-a-dia, sobretudo para as atividades práticas e mentais.
Como estamos constantemente liberando energia, como expressão vital
do organismo, sob diferentes formas, e modificando as atividades físicas
e psíquicas, é preciso manter um equilíbrio energético.
No consumo de alimentos existem duas condições que se estabelecem.
Uma condição é a considerada para manter a vida e
a outra é a condição de sobrecarga. A sobrecarga
refere-se ao tipo de atividade que você realiza durante o dia. Os
níveis energéticos diários são fornecidos
pelos alimentos da dieta que devem seguir os valores de proteínas
e calorias.
"Boa qualidade de vida
depende de um bom estado nutricional e o cardápio variado continua
sendo o segredo da alimentação adequada"
|
A qualidade de vida dos idosos depende
de forma marcante do estado nutricional. São muitas as impossibilidades
que os idosos enfrentam para consumir alimentos que permitam uma alimentação
de boa qualidade nutricional. |
Outro motivo freqüentemente associado a problemas nutricionais em
idosos são perdas graduais na percepção sensorial
que ocorrem durante o processo de envelhecimento, as quais são
citadas com freqüência, como responsáveis da diminuição
da ingestão de alimentos pelos idosos, de forma que também
passa a ter uma dieta monótona por não conseguirem perceber
adequadamente a diferença dos sabores dos alimentos.
Um estudo realizado por uma pesquisadora da Faculdade de Engenharia de
Alimentos da UNICAMP, ABREU (2003) investigou a adequação
nutricional da dieta de mulheres brasileiras da terceira idade e a perda
sensorial de percepção dessas mulheres com relação
ao gosto doce, salgado e ácido, encontrou inadequação
energética de vitamina B6, cálcio, magnésio e zinco
em 94 idosas. Foi identificada média inferior a 60% das recomendações
para a população em estudo. Os nutrientes: proteínas,
retinol, vitamina E, tiamina, vitamina C e vitamina B12 obtiveram média
de adequação superior a 100%.
Quanto aos resultados da percepção sensorial, pode-se verificar
que o grupo de idosas apresentam diminuição da percepção
sensorial dos gostos doce e salgado quando concentrações
desses compostos encontram-se próximas aos seus limiares de detecção,
confirmando outros estudos realizados com indivíduos da terceira
idade. Entretanto, não foram observadas diferenças significantes
entre o grupo de idosas e de jovens adultas.
Pirâmide Alimentar sugerida pelo Departamento
de Agricultura - USDA (1992). |
O Departamento de Agricultura - USDA
(1992) apud (ABREU, 2003) sugere uma distribuição saudável
dos alimentos por meio da Pirâmide Alimentar, com um cardápio
variado e pouco gorduroso. A base da Pirâmide Alimentar é
composta por cereais ou alimentos à base de cereais como: pães
e massas devendo ser consumido de 6 a 11 porções diárias
desses alimentos. |
O segundo grupo é composto pelas hortaliças, com consumo
sugerido de 3 a 5 porções diárias. Em relação
ao grupo das frutas, deve-se consumir de 2 a 4 porções diariamente.
O grupo dos laticínios e o grupo das carnes (aves, peixes, ovos,
feijão e nozes) são grupos onde o consumo deve ser ingerido
de 2 a 3 porções por dia. Finalmente os grupos das gorduras/óleos
e os açúcares são os mais restritos, portanto, devendo
ser consumidos em pequenas quantidades.
Alguns alimentos podem contribuir para um bom funcionamento dos sistemas
de memória. O cérebro obtém energia, unicamente,
a partir da glicose que tira do sangue ao longo do dia. A estabilidade
dos níveis de glicose sangüínea é essencial
para o funcionamento adequado do cérebro. Níveis estáveis
de glicose são obtidos após o consumo de proteínas
de alta categoria, como o leite, queijo, peru, frango e etc., especialmente
nas primeiras horas da manhã. Isso porque, entre as cinco e as
nove da manhã, os níveis dos hormônios que promovem
a conversão das proteínas em glicose se elevam. Assim, as
proteínas ingeridas ao acordar proporcionam, ao longo do dia, os
níveis de glicose sangüínea necessários para
a aprendizagem e a memória.
As proteínas de alta categoria incrementam as sínteses cerebrais
do neurotransmissor noradrenalina e do aspartato, que são mediadores
fundamentais para a atenção e concentração.
Embora a glicose seja necessária para dar energia ao corpo, é
importante ressaltar que os pães, os biscoitos e outros hidratos
de carbono ou açúcares podem causar sonolência, desorientação,
diminuição da concentração e da memória
se consumido de forma exagerada. Segundo cientista da Universidade de
Nova Iorque, a memória pode ser melhorada com exercícios
e perda de peso, os quais ajudam a controlar os níveis de açúcar
no sangue, principalmente quando se trata de diabéticos ou de pessoas
com alto nível de açúcar no sangue.
Glicose, memória e concentração
Pesquisa realizada na faculdade de medicina da Universidade de Nova Iorque,
a qual relacionou níveis de glicose e desempenhos de memória
em 30 homens e mulheres, com idades entre 53 e 89 anos, não portadoras
de diabetes demonstrou que alguns tinham níveis mais altos de glicose
do que o normal. Foi testada a capacidade dos pacientes processarem glicose
depois de uma noite de jejum, além disso, efetuaram exames nos
cérebros dessas pessoas para medir o tamanho do hipocampo (região
do cérebro responsável pelo processamento da memória)
e fizeram testes de memória e de conhecimento. Os resultados revelaram
que o grupo de pessoas com altos níveis de glicose mostrou um hipocampo
menor e teve resultados piores nos testes de memória recente.
Estudo: declínio de funções cognitivas pode
ser prevenido ou revertido com boa nutrição vitamínica
Não poderíamos existir sem as vitaminas B. Para além
de facilitarem a memória, esses nutrientes alimentam e regulam
o cérebro e o sistema nervoso. São essenciais para ajudar
a formar os neurotransmissores, que são os compostos químicos
encontrados nos neurônios. Pesquisadores do U.S. Department
of Agriculture Human Nutrition Research Center of Aging, nos E.U.A.,
afirmam ser possível que parte do declínio das funções
cognitivas associado à idade, pode ser prevenido ou reversível
com uma boa nutrição vitamínica, com especial incidência
na vitamina B-12, vitamina B-6 e ácido fólico.
É de muita importância a adequada dieta alimentar para a
boa qualidade de vida, sobretudo para manter a mente ativa e com mais
disposição física. Em geral muitas dietas não
correspondem às necessidades nutricionais. Hábitos culturais
influenciam na escolha do cardápio do dia-a-dia de milhões
de pessoas. Assim, alimentos com muita fritura e açúcares,
como as batatas fritas e refrigerantes oferecem níveis de gorduras
além do que o corpo precisa causando obesidade. O mesmo mal ocorre
ao contrário, quando uma pessoa ingere menos alimentos do que o
necessário. A falta de vitaminas e minerais presentes nas frutas
causa uma nutrição pobre. Evite ingerir alimentos enlatados,
os quais contêm aditivos. O adoçante deve ser usado com moderação.
Os hábitos prejudiciais à saúde como o álcool
e o fumo também afetam o desempenho de memória. Quanto à
ingestão de líquidos, é fundamental a diminuição
de refrigerantes. Mas é importante estar atento para produtos químicos
nas águas de consumo, de preferência beber águas engarrafadas
ou purificadas, através de filtros que retêm os metais pesados,
o cloro e outros químicos tóxicos.
Outro fator que contribui para o envelhecimento das células são
os radicais livres. É possível prevenir-se dos radicais
livres que deterioram a capacidade de auto-reparo das células,
ingerindo alimentos que contém antioxidantes. Os antioxidantes
clássicos são as vitaminas C, E e beta-caroteno. Alguns
minerais como o zinco e o selênio, estão também envolvidos
na proteção antioxidante. São encontrados nos frutos
frescos, saladas, vegetais e legumes verdes, portanto, é essencial
que se consuma em todas as refeições e todos os dias.
O alcance da longevidade com boa qualidade de vida e bem-estar depende
de forma marcante do estado nutricional.
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