| "Estudos indicam que indivíduos
que sofrem de distúrbio bipolar apresentam algumas deficiências
nutricionais como a anemia e deficiência de vitaminas do complexo
B" |
O transtorno bipolar (TB) é uma doença
psiquiátrica que acompanha a história da humanidade.
Existem relatos na Bíblia e em documentos do período
da Grécia e Roma antiga que descrevem pessoas e personagens
que sofriam de melancolia e que alternavam seu humor, hora sentindo-se
imbatíveis e em outros momentos se sentindo incapazes de realizar
qualquer atividade. |
Essa doença é uma condição psiquiátrica
considerada relativamente frequente atingindo em média 1 a 2% da
população mundial. Não existe uma diferença
entre os sexos, etnia e classe social. O início desse transtorno
geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar
mesmo após os 70 anos. A causa da doença é desconhecida,
mas ela tem forte associação com fatores genéticos.
Estudos indicam que pessoas que têm um parente de primeiro grau
com distúrbio bipolar demonstram um risco maior de 8 a 15% em relação
à população em geral. Aproximadamente em 80 a 90%
dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com
transtorno bipolar.
Os primeiros sintomas geralmente são desencadeados por situações
como traumas, incidentes ou acontecimentos fortes que podem gerar estresse
emocional como mudança, troca de emprego, fim de casamento, morte
de pessoa querida.
Os sintomas iniciais surgem gradualmente ou de forma repentina. Eles são
variados, sendo que a mudança brusca de humor é o mais marcante,
iniciando tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca.
Na fase maníaca o indivíduo apresenta grande euforia, ele
se sente bem e autoconfiante. Os sinais e sintomas que comumente marcam
esse período são: o aumento de energia na produtividade
sem a necessidade de descanso; insônia; falta de concentração;
aumento da atividade sexual; compulsão para gastar dinheiro e tendência
ao consumo abusivo de drogas, particularmente cocaína, álcool,
e medicamentos para dormir.
Os pensamentos tornam-se extremamente rápidos e às vezes
não realísticos sobre habilidades e poder. O comportamento
pode ser agressivo, arredio ou provocador e durar um longo período.
Na fase de depressão o indivíduo tem sentimentos de tristeza;
pessimismo; sensação de vazio, culpa pela falta de esperança
e autoconfiança, ansiedade e irritabilidade. Ele pode perder o
interesse por atividades ou prazeres de que gostava, incluindo sexo.
Ocorre uma diminuição de energia, sentimentos de fatiga;
dificuldade de concentração e sono excessivo. Os sintomas
físicos frequentemente relatado por pacientes são: dor crônica
ou outro sintoma persistente não causado por doenças físicas
ou acidentes e ganho ou perda de peso devido à mudança de
apetite.
Entre as duas fases existe um período de normalidade.
Existem dois tipos de transtorno afetivo bipolar o I e o II.
O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta
os episódios de mania alternados com os depressivos. O tipo II
caracteriza-se por episódios de mania leve (*hipomania) associada
à depressão.
Em algumas pessoas, os sintomas de mania e depressão podem ocorrer
em conjunto e são chamados de estado bipolar misto. Sintomas desse
estado geralmente incluem agitação, problemas para dormir,
mudanças no apetite, psicoses e pensamentos suicidas.
Os sintomas psicóticos podem estar presentes em qualquer forma
de distúrbio bipolar afetivo. A forma irregular dos sintomas pode
confundir os médicos dificultando o diagnóstico e o acesso
ao tratamento adequado.
Para realizar o diagnóstico com segurança é necessário
que o médico seja altamente qualificado, pois o diagnóstico
é através de avaliação clínica baseada
nos sintomas, curso da doença e histórico familiar.
O tratamento medicamentoso é indispensável sendo o lítio
a medicação de primeira escolha feita pelos médicos,
e frequentemente torna-se necessário acrescentar também
as drogas anticonvulsivantes. O tratamento deve ser permanente, uma vez,
que essas medicações inibem ou reduzem a frequência
das recaídas. O tratamento psiquiátrico é de longa
duração e a psicoterapia também é recomendada
como terapia coadjuvante.
Pesquisas indicam que o uso de alguns suplementos nutricionais pode auxiliar
no tratamento do transtorno bipolar. Os suplementos mais indicados são
os de vitamina C, aminoácido taurino e Omega-3. Deve ser lembrado
que os suplementos só devem ser consumidos sob orientação
médica ou de um nutricionista, uma vez que as doses indicadas são
muito elevadas.
Estudos indicam que indivíduos que sofrem de distúrbio bipolar
apresentam algumas deficiências nutricionais como a anemia e deficiência
de vitaminas do complexo B.
Para evitar a anemia é importante o consumo de alimentos de origem
animal, eles são as melhores fontes de ferro. Apenas uma vez por
semana consuma um bife de fígado de 100 gramas. Caso o sabor não
agrade uma dica pode ser a de adicionar fígado de galinha no feijão.
Ele também é rico em ferro tem sabor mais suave, e quando
cozido junto com o feijão seu sabor desaparece.
As vitaminas do complexo B estão presentes em todos os alimentos.
Uma dieta equilibrada contendo todos os grupos de alimentos fornece a
quantidade adequada dessas vitaminas.
Como em todas as doenças psiquiátricas, o tratamento do
transtorno bipolar é fundamental para se manter a qualidade de
vida do indivíduo impedindo que ele se isole do mundo em que vive.
Essa doença se não tratada pode prejudicar a relação
do paciente com as pessoas de seu convívio e em casos mais graves
impedir que o mesmo realize suas atividades diárias básicas
tais como trabalhar e estudar.
Hipomania: Psiq: Distúrbio do humor que se assemelha à
mania, mas que se manifesta de forma menos intensa. Fonte Dicionário
Aurélio
Artigos
relacionados - clique no título
|